Boff: ‘é ineficaz usar de mais violência contra uma violência estabelecida’

O escritor e teólogo Leonardo Boff criticou a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro anunciada por Michel Temer; "Creio (ser) ineficaz usar de mais violência contra uma violência estabelecida. Só gera uma espiral", escreveu o estudioso em sua conta no no Twitter; "O que se precisa fazer é urbanizar as favelas, criar escolas, centros comunitários, tratar o esgoto, levar água e luz, criar centros de lazer e suscitar lideranças: isso é combater a violência"

Bras�lia - O escritor e professor universit�rio Leonardo Boff e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Ros�rio, participam da abertura do 2� Encontro Nacional dos Centros de Refer�ncia em Direitos Humanos
Bras�lia - O escritor e professor universit�rio Leonardo Boff e a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Ros�rio, participam da abertura do 2� Encontro Nacional dos Centros de Refer�ncia em Direitos Humanos (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O escritor e teólogo Leonardo Boff criticou a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro anunciada nesta sexta-feira (16) por Michel Temer. "Creio ineficaz usar de mais violência contra uma violência estabelecida. Só gera uma espiral", escreveu o estudioso em sua conta no no Twitter.

"O que se precisa fazer é urbanizar as favelas, criar escolas, centros comunitários, tratar o esgoto, levar água e luz, criar centros de lazer e suscitar lideranças: isso é combater a violência", complementou.

Com a medida do governo Temer, as Forças Armadas assumirão a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no estado do Rio até o dia 31 de dezembro de 2018. O interventor federal será o general Walter Souza Braga Netto, comandante do Leste. Ele também assumirá o comando da Secretaria de Administração Penitenciária e do Corpo de Bombeiros.

Ainda segundo a proposta, o interventor federal ficará subordinado à presidência da República e poderá "requisitar, se necessário, os recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do estado do Rio de Janeiro afetos ao objeto e necessários à consecução do objetivo da intervenção".

Também será possível, durante a intervenção, requisitar servidores e servidores da Secretaria de Estado de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, para ações de segurança pública determinadas pelo interventor.

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