Bolsonaro chama Toffoli, Maia e Alcolumbre para café e fala em 'pacto'

Após atacar as instituições e superfaturar os atos de domingo, o presidente Jair Bolsonaro convidou os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, para um café da manhã nesta terça-feira (28), no Palácio da Alvorada, e diz que vai propor um "pacto" para aprovar as reformas

Bolsonaro chama Toffoli, Maia e Alcolumbre para café e fala em 'pacto'
Bolsonaro chama Toffoli, Maia e Alcolumbre para café e fala em 'pacto' (Foto: Adriano Machado - Reuters)
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247 - Enquanto tenta vitaminar os atos de domingo (26), afirmando que eles foram "significativos e históricos", o presidente Jair Bolsonaro busca construir a narrativa de um estadista para aprovar as reformas e se manter artificialmente no poder. Superfaturando os atos, Bolsonaro convidou os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, para um café da manhã nesta terça-feira (28), no Palácio da Alvorada.

Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o objetivo é tentar articular um "pacto" entre os Poderes. Mas foi justamente o presidente e seus aliados que convocaram as manifestações fascistas em que seus apoiadores atacaram o Congresso e o Judiciário.

O discurso contraditório de Bolsonaro só aumenta o clima de desconfiança entre os chefes do Legislativo e do Judiciário. O presidente, avaliam integrantes dos outros dois Poderes, tem emitido uma série de sinais trocados sobre a relação que pretende estabelecer com o Congresso e com o Supremo.

Segundo reportagem da Folha, um documento conjunto já começou a ser elaborado e está em análise no governo Bolsonaro e seria divulgado após o encontro. O jornal teve acesso ao documento que fala em "3º pacto republicano pela realização de macrorreformas estruturais" e prega "a colaboração efetiva dos três Poderes" para o avanço de reformas consideradas "fundamentais para a retomada do desenvolvimento do país".

Ainda de acordo com a Folha, o texto elenca cinco temas como prioritários: as reformas da Previdência e tributária, a revisão do pacto federativo, a desburocratização da administração pública e o aprimoramento de uma política nacional de segurança pública.

"A avaliação política em Brasília é a de que, nesses primeiros cinco meses de governo, prevaleceu a divergência entre as pautas de cada um dos Poderes. Caso o encontro seja restrito apenas aos quatro, como está previsto, este será a primeira conversa mais reservada entre eles", destaca o jornal.

De acordo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o café da manhã tem objetivo de estabelecer um clima de pacificação. "O café é para consolidar o compromisso do presidente em ter uma relação harmônica e colaborativa com os Poderes", afirmou.

 

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