Bolsonaro compartilha vídeo que chama campanha pró-máscara de "patrulha" e a compara ao talibã

Vídeo negacionista critica "os talibãs da epidemia", chama campanhas como a "Fique em casa" e "Use máscara, respeite a vida" de estímulos à "execração moral". O vídeo também minimiza o gesto de Jair Bolsonaro, infectado por Covid-19, de ter tirado a máscara em frente a jornalistas

Vídeo negacionista contra campanhas de máscara e pela quarentena
Vídeo negacionista contra campanhas de máscara e pela quarentena (Foto: Reprodução)
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247 - Um vídeo atribuído ao jornalista Guilherme Fiuza foi compartilhado na tarde desta segunda-feira (13) por Jair Bolsonaro em suas redes sociais. O texto lido por um narrador, acompanhado por imagens, critica campanhas a favor do uso da máscara durante a pandemia de coronavírus e do isolamento social. 

O texto narrado chama campanhas como a "Fique em casa" e "Use máscara, respeite a vida" de estímulos à "execração moral" e também minimiza o gesto de Jair Bolsonaro de ter tirado a máscara em frente a jornalistas em frente ao Palácio do Planalto quando anunciou que havia testado positivo para Covid-19 na semana passada.

O narrador também faz uma comparação do incentivo ao uso da máscara ao talibã, movimento fundamentalista islâmico conhecido por práticas extremistas. "O talibã é assim, quanto mais burra a simplificação, melhor", aponta o texto do vídeo, em referência aos slogans das campanhas. Ele também cria o termo "talibãs da epidemia" para se referir aos que fazem cobranças para o cumprimento das recomendações de combate à pandemia.

Além do tom negacionista, o vídeo faz ataques ao deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que processou Bolsonaro por ter colocado em risco a vida de jornalistas ao tirar a máscara. O texto insinua que Freixo tem "mortes nas costas" por ter "estimulado" black blocs a irem para as ruas no Rio de Janeiro em 2013, quando aconteceu a morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade, atingido por um rojão enquanto cobria os atos. Esse mesmo partido "pariu a sanha assassina de Adélio Bispo", prossegue o narrador.

"O custo humano do lockdown também está sendo calculado. Quem pôs vidas em risco?", questiona o texto, que fala ainda que o "nível de adoecimento em casa por empobrecimento e por doenças represadas" é "expressivo e também aterrador". Assista:

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