Bolsonaro diz duvidar de morte de líder indígena por garimpeiros no Amapá

Presidente Jair Bolsonaro, que nas últimas semanas intensificou a defesa da implantação de garimpos e da exploração mineral em reservas indígenas, afirmou que "não tem nenhum indício forte” de que uma liderança da etnia waiâpi tenha sido assinada na semana passada por garimpeiros no oeste do Amapá; "Buscarei desvendar o caso e mostrar a verdade sobre isso aí", disse

Presidente Jair Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - O presidente Jair Bolsonaro, que nas últimas semanas intensificou a defesa da implantação de garimpos e da exploração mineral em reservas indígenas, disse que "não tem nenhum indício forte” de que uma liderança da etnia waiâpi tenha sido assinada por garimpeiros no oeste do Amapá. 

"Não tem nenhum indício forte que esse índio foi assassinado lá. Chegaram várias possibilidades, a PF está lá, quem nós pudermos mandar nós já mandamos. Buscarei desvendar o caso e mostrar a verdade sobre isso aí", disse Bolsonaro. 

O assassinato foi denunciado por membros da etnia waiãpi, com o apoio do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Segundo relatos dos indígenas, Emyra Waiãpi foi assassinada na última quarta-feira (24), quando garimpeiros ilegais teriam atacado a aldeia Mariry. 

Bolsonaro também voltou a defender a regularização dos garimpos e a entrada de mineradoras em territórios indígenas. "É intenção minha regulamentar garimpo, legalizar o garimpo. Inclusive para índio, que tem que ter o direito de explorar o garimpo na sua propriedade. Terra indígena é como se fosse propriedade dele. Lógico, ONGs de outros países não querem, querem que o índio continue preso num zoológico animal, como se fosse um ser humano pré-histórico", disparou. 

Ainda segundo ele, as demarcações de terras indígenas “estão inviabilizando nosso negócio” e que as reservas atendem a interesses estrangeiros para que "mais cedo ou mais tarde" elas sejam transformadas em outros países.

"Esse território que está nas mãos dos índios, mais de 90% nem sabem o que que tem lá e mais cedo ou mais tarde vão se transformar em outros países. Está na cara que isso vai acontecer, a terra é riquíssima. Porque não legalizaram indígena em cima de terra pobre? Não existe. Há um interesse enorme de outros países de ganhar, de ter para si a soberania da Amazônia”, justificou.

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