Bolsonaro e filho espalham notícia falsa sobre Jean Wyllys e David Miranda

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), voltaram a insinuar que o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) teria aberto mão do seu mandato por dinheiro, para que desta forma David Miranda (PSOL-RJ), caso com o jornalista Glenn GreenWald, pudesse assumir a vaga na Câmara Federal. O boato ganhou força após ter sido compartilhado nas redes sociais por meio de um perfil chamado Pavão Misterioso, criado e apagado no mesmo dia. Mas não existe evidência alguma de veracidade nas informações e os envolvidos negam as suspeitas

(Foto: Agência Brasil)

247 - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), voltaram a insinuar que o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) teria aberto mão do seu mandato por dinheiro, para que desta forma David Miranda (PSOL-RJ), caso com o jornalista Glenn GreenWald, pudesse assumir a vaga na Câmara Federal. O boato ganhou força no último domingo (16) após ter sido compartilhado nas redes sociais por meio de um perfil chamado Pavão Misterioso, criado e apagado no mesmo dia. Mas não existe evidência alguma de veracidade nas informações e os envolvidos negam as suspeitas.

Greenwald é um dos autores das reportagens publicadas pelo site The Intercept Brasil, que mostram escândalos da Operação Lava Jato em que o ex-juzi Sérgio Moro tenta interferir no trabalho do Ministério Público Federal (MPF-PR), orientando investigações.

Em audiência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, na qual Moro compareceu para comentar as mensagens vazadas, Flávio Bolsonaro reproduziu parte da notícia falsa publicada pelo Pavão Misterioso. 

"O Glenn Greenwald poderia ter uma pago um hacker russo para invadir os celulares de autoridades brasileiras. Essas transações podem ter sido feitas em bitcoins, uma moeda que é criptografada e não deixa rastros, no Panamá", disse Flávio. "Segundo denúncias, esses recursos se transformaram numa moeda chamada Ethereum, que também não deixa rastros, e depois enviados a uma corretora na Rússia. Lá, o dinheiro foi convertido em rublos, É o que está dizendo na denúncia, não estou falando que elas são verdadeiras", afirmou sem citar a origem do boato.

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