Bolsonaro e um partido para chamar de seu

"Na Aliança, a margem para dissidências tende a ser mínima. Quem discordar do Planalto se arriscará a ser punido com a geladeira ou a expulsão sumária”, diz o jornalista Bernardo Mello Fraco sobre a Aliança pelo Brasil, partido de extrema-direita, criado por Jair Bolsonaro

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - Para o jornalista Bernardo Mello Franco, “é tentador comparar a Aliança pelo Brasil com a finada Aliança Renovadora Nacional. Jair Bolsonaro morre de saudades da ditadura”. “A velha Arena foi fundada em 1966, depois que os militares impuseram o bipartidarismo”, diz. Mello Franco, porém, destaca que a “Aliança nascerá com porte médio, num ambiente marcado pela fragmentação partidária”. 

“Aliados do presidente projetam atrair até 30 deputados para a nova sigla. Se isso se confirmar, ela terá a sétima bancada na Câmara, com menos de 6% das cadeiras. É pouco para um governo que até hoje não conseguiu formar uma base estável”, avalia. 

Em sua análise, Mello Franco observa que como Jair Bolsonaro “não conseguiu tomar o PSL de Luciano Bivar, resolveu fundar outra sigla do zero. Disso deve surgir uma legenda altamente personalista, organizada em torno das vontades do grande líder”. “Na Aliança, a margem para dissidências tende a ser mínima. Quem discordar do Planalto se arriscará a ser punido com a geladeira ou a expulsão sumária”, acrescenta.

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