Bolsonaro entrega legado olímpico a padrinho de seu filho e irrita militares

A indicação de Marcelo Magalhães, amigo de infância e padrinho de casamento de Flávio Bolsonaro, para o posto mais alto do Escritório de Governança do Legado Olímpico, gerou forte incômodo entre os militares que ocupam boa parte dos postos de comando da Secretaria de Esporte

(Foto: Reprodução)
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247 - Uma nomeação tem gerado um clima incômodo entre os militares que ocupam o recém-criado Escritório de Governança do Legado Olímpico (EGLO). Marcelo Reis Magalhães, que é amigo de infância e padrinho de casamento do senador Flávio Bolsonaro (sem partido), filho do presidente Jair Bolsonaro, será o novo coordenador da pasta. 

Segundo informações do jornalista Demétrio Vecchioli, em sua coluna no Portal UOL, o que incomoda os militares, porém, não é exatamente o currículo de Magalhães, nem seu perfil de bolsonarista "raiz", mas a entrega do legado olímpico para alguém que não prestaria contas ao secretário especial do Esporte, general Décio Brasil. 

A informação que chegou até eles é de que Magalhães terá total liberdade para fazer as indicações para os outros 26 cargos de comissão existentes na novíssima EGLO, o que o empresário nega – ele diz que nada disso foi discutido, ainda. Os militares até aceitariam o nome de Magalhães, desde que controlassem os demais postos.

O jornalista aponta outra questão. "O grupo de militares que comanda a secretaria tem um plano para cuidar do legado e, muitos deles com passagens por funções ligadas ao esporte no Exército, têm carinho especial pelo Parque Olímpico. Além disso, na falta de pessoas nomeadas para cuidar do legado nos últimos seis meses, foram militares que voluntariamente trabalharam ali, com destaque para o coronel Ricardo Leão, da reserva da Exército. A eles foi feita a promessa de que seriam contratados quando o futuro da AGLO fosse definido"

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