Bolsonaro, Guedes e a conversão do Brasil em um grande Rio das Pedras

Fracasso no crescimento do PIB não é o pior dos problemas. O Brasil é maior do que um bando de milicianos apoiados por sobreviventes dos porões da ditadura, escreve Fernando Rosa

(Foto: Marcos Corrêa/PR | Reprodução)
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247, por Fernando Rosa na Rede Brasil Atual - "Os jornais noticiam que Bolsonaro cobrou do ministro da Economia, Paulo Guedes, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em, no mínimo, 2% neste ano. A “cobrança” renderia uma “piada de caserna” da velhota Seleções Reader’s Digest.

O assunto, no entanto, é sério e evidencia que as portas do Posto Ipiranga podem estar sendo fechadas. E não é para menos, pois, ao contrário do prometido, além de não crescer, a economia entrou em desaceleração.

Ao quadro negativo, soma-se o desemprego de 11,6 milhões de trabalhadores, que afasta um enorme contingente humano do consumo. Para piorar, a “reforma trabalhista” dos banqueiros empurrou 41,1% da mão-de-obra para informalidade.

É hora, portanto, de acender o sinal vermelho, organizar as tropas e ativar as “retroescavadeiras” contra a recolonização selvagem. É preciso parar a destruição da infraestrutura nacional, a drenagem de recursos para os bancos e a escravização da mão-de-obra.

O Brasil é maior do que um bando de milicianos apoiados por militares sobreviventes dos porões da ditadura, herdeiros de Silvio Frota. O Brasil não tem vocação para ser, e não será, a 52ª colônia dos Estados Unidos. 

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