Bolsonaro ignora Constituição e diz que Glenn cometeu crime igual ao de "receptação"

Jair Bolsonaro votou a atacar o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, e, ignorando o que diz a Constituição, comparou a publicação das reportagens que mostram o conluio da Operação Lava Jato ao crime de receptação; "Não podemos concordar que o jornalista, entre aspas, pegue um material criminoso e bote pra fora. É igual ao cara que é acusado do crime de receptação. Não posso pegar um carro que é roubado e vender para você”,

Jair Bolsonaro e Glenn Greenwald
Jair Bolsonaro e Glenn Greenwald (Foto: Marcos Corrêa/PR | Gustavo Bezerra)

247 - Jair Bolsonaro votou a atacar o jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept, e, ignorando o que diz a Constituição, comparou a publicação das reportagens que mostram o conluio da Operação Lava Jato ao crime de receptação.  "Não podemos concordar que o jornalista, entre aspas, pegue um material criminoso e bote pra fora. É igual ao cara que é acusado do crime de receptação. Não posso pegar um carro que é roubado e vender para você”, disse Bolsonaro. 

"Não pode pegar uma informação, sabendo que é criminosa, invasão de celulares, até o meu, e passar para frente. Todo mundo tem que ter responsabilidades: vocês, jornalistas, advogados, eu, todo mundo", emendou. Questionado sobre o ato realizado em favor do jornalista na noite desta terça-feira (30), no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Bolsonaro disse apenas que “aqui é um país livre. Apoia quem bem entender”.

O novo ataque de Bolsonaro vai de encontro ao que diz o artigo quinto da Constituição, que afirma que "é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional". Já o crime de receptação é quando alguém "adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte". 

A divulgação das mensagens trocadas pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, e integrantes da Lava Jato, que revelaram as motivações políticas e o conluio por trás da operação, estão sendo divulgadas pelo The Intercept desde o último dia 9 de julho. Outros veículos de comunicação, como a Folha de S. Paulo e a revista Veja, também estão publicando reportagens sobre o escândalo em parceria com o site. 

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