Bolsonaro ignora Santos Cruz e Moro em live

O presidente Jair Bolsonaro preferiu ignorar dois temas que atingem diretamente o seu governo em sua live semanal nas redes sociais; não disse uma palavrar sobre o vazamento das conversas de seu ministro Sergio Moro e a demissão do também ministro Santos Cruz

Bolsonaro ignora Santos Cruz e Moro em live
Bolsonaro ignora Santos Cruz e Moro em live (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Em sua live semanal feita todas às quintas-feiras, o presidente Jair Bolsonaro não falou sobre dois temas que atingem diretamente o seu governo: os vazamentos das conversas de seu ministro Sergio Moro e a demissão do também ministro Santos Cruz.

Na transmissão ao vivo feita numa sala da Assembleia de Deus, em Belém, no Pará, Bolsonaro citou a aprovação do crédito suplementar como um boa notícia e um vitória do governo. Para muitos, o governo saiu derrotado, pois a aprovação do crédito não saiu como o governo esperava, e verbas que tinham sido cortadas foram realocadas.

Sobre o decreto da flexibilização do acesso às armas de fogo no país, o presidente admitiu a derrota na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado que rejeitou, por 15 votos a 9, o parecer favorável ao decreto.

"A mídia de hoje escrita disse que no dia de ontem o governo sofreu uma tripla derrota. (...) Quem tá perdendo não sou eu não, eu tenho porte porque sou capitão do Exército. Quem tá perdendo é o povo que quer arma", disse o presidente. Pesquisa feita pelo Ibope aponta que Ibope 73% são contra a flexibilização do porte de armas e 26% são a favor.

A live contou com a participação do deputado pastor Marco Feliciano (PODE), defendeu a proposta. "Eu sou evangélico, sou pastor, e eu apoio o decreto das armas, já fiz essa fala para jornalistas. Até porque eu acho que o cidadão de bem tem que ter condições de defender seu patrimônio. Um pai ou uma mãe, eles são rei ou rainha do seu pequeno reino, se ele não pode guardar sua família, ele não tem dignidade", disse Feliciano.

Nem Bolsonaro nem Feliciano abordaram o tema emprego, mas disseram que, com um maior acesso às armas, a violência diminuiria. O deputado chegou a dizer que os Estados Unidos têm "o menor índice de mortes por arma de fogo do mundo".

A realidade é que os EUA estão entre os países com maior número de mortes por arma de fogo, segundo dados do Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos. Reportagem do New York Times mostra que o país registrou 39,773 mortes por arma de fogo em 2017 -- maior número nos últimos 50 anos.

Com informações do site UOL.

 

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