Bolsonaro mantém linha de confronto com o mundo sobre queimadas na Amazônia

As queimadas na Amazônia continuam despertando forte reação no mundo, tanto de governos como de cientistas, e ampla divulgação da imagem negativa de Jair Bolsonaro, que mantém uma linha de confronto

(Foto: Reuters)

247 -  As queimadas na Amazônia continuam despertando forte reação no mundo, tanto de governos como de cientistas, e ampla divulgação da imagem negativa de Jair Bolsonaro, que mantém uma atitude de confronto. .

Nesta quinta-feira (22), o president francês, Emmanuel Macron, referiu-se ao problema na Amazônia como uma "crise internacional" a ser discutida pelo G-7, o grupo das nações mais ricas. Bolsonaro rebateu, dizendo que a sugestão “evoca mentalidade colonialista descabida no século 21” e ressaltou que o governo já está tratando do “crime” que ocorre na área. 

O encontro da cúpula do G7 começa neste sábado em Biarritz, sudoeste da França. 

O político belga Guy Verhofstadt, deputado no Parlamento Europeu,  também se manifestou sobre a necessidade de levar o assunto à mesa. “Os incêndios na Floresta Amazônica são nossa preocupação. Esta questão deve ser discutida pelos líderes do G-7 neste fim de semana e uma ação internacional precisa ser tomada”, afirmou.

A Organização das Nações Unidas tamnbém se manifestou: “No meio da crise climática global, não podemos permitir mais danos a uma fonte importante de oxigênio e biodiversidade”, disse o secretário-geral, António Guterres. 

Por sua vez, a presidenta da Assembleia-Geral, María Fernanda Espinosa, cobrou “ação urgente” e a Organização Meteorológica Mundial defendeu o uso de satélites para monitorar a situação.

Nas redes sociais, Bolsonaro rebateu Macron, destacando que “o governo brasileiro segue aberto ao diálogo, com base em dados objetivos e no respeito mútuo”. “A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G-7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21.”

Já o vice-presidente, general da reserva Hamilton Mourão, falou em “má-fé” de quem vê uma crise na região. “Lá (na Amazônia) morei e sei que incêndios são episódicos em período de seca.”

As informações são de O Estado de S.Paulo


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