Bolsonaro recua e diz que decisão sobre PF é de responsabilidade de Moro

Há cerca de duas semanas, Jair Bolsonaro disse que tiraria Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, assim como definiria o superintendente no Rio de Janeiro, onde o filho Flávio Bolsonaro é alvo de investigações. Agora, depois de rumores de uma possível saída de Moro do governo, Bolsonaro recua e diz que decisão sobre PF é de responsabilidade do ministro

(Foto: Carolina Antunes/PR)
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247 - Depois de muitos rumores e especulações sobre uma crise na relação e uma possível saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, o governo Jair Bolsonaro tenta dar demonstrações de que o clima de paz e harmonia impera entre os dois. Nesta quarta (18), o porta-voz da presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que, para Bolsonaro, deliberações sobre cargos na Polícia Federal estão à cargo de Moro.

"O presidente me deixou claro o seguinte ponto: diretamente nunca fez nenhum tipo de restrição ao doutor Valeixo, reconhece o seu trabalho e reforça que decisões relativas diretamente à Polícia Federal são de responsabilidade do ministro Sergio Moro", disse o porta-voz após ser questionado pelo jornalistas sobre o assunto.

Mas há cerca de duas semanas, Bolsonaro disse que trocaria Valeixo porque ele, como presidente da República, é quem manda, não o ministro da Justiça.

"Se eu trocar (o diretor-geral da PF) hoje, qual o problema? Está na lei que eu que indico, e não o Sérgio Moro. E ponto final", afirmou. A substituição de Valeixo começou a ser congitada após Bolsoanro dizer que o superintendente da PF no Rio, Ricardo Saadi, seria afastado do cargo por problemas de "gestão" e "´produtividade".

A declaração foi vista como uma ingerência na instituição, já que a atuação do superintende era considerada positiva e incluia investigações em andamento contra o clã Bolsonaro, principalmente apurações sobre Flávio Bolsonaro, senador pelo PSL.

A Associação Nacional de Delegados de Polícia Federal reagiu às declrações de Bolsonaro afirmando que o presidednte tem a prerrogativa de indicar o diretor-geral, mas não pode escolher superintendentes um cargo administrativo.

A crise agravou ainda mais com a inclusão do nome do deputado Hélio Negão (PSL-RJ) numa investigação sobre fraude previdenciária no Rio de Janeiro. A inclusão foi chamada de "erro" e depois tratada como uma manobra para desestabilizar a gestão de Saadi que acabou deixando o cargo.

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