Bolsonaro suaviza discurso em busca de apoio de empresários

Embalado pelo bom desempenho nas pesquisas eleitorais, que o colocam com 9% das intenções de voto na disputa ao Planalto em 2018, o deputado federal  Jair Bolsonaro (PSC), 61, tem tentado suavizar seu discurso em busca do apoio de empresários de São Paulo; à mesa com potenciais doadores de campanha, Bolsonaro tentou, segundo participantes, apagar qualquer traço de truculência, afirmando que é uma pessoa "normal", apesar da disciplina militar; seu nome ainda encontra bastante resistência no meio empresarial

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bolsonaro (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Animado com seu desempenho nas pesquisas eleitorais, que o colocam com 9% das intenções de voto na disputa ao Planalto em 2018, o deputado federal  Jair Bolsonaro (PSC), 61, já tem agido como pré-candidato. Bolsonaro tem tentado suavizar seu discurso em busca do apoio de empresários de São Paulo. À mesa com potenciais doadores de campanha, Bolsonaro tentou, segundo participantes, apagar qualquer traço de truculência, afirmando que é uma pessoa "normal", apesar da disciplina militar.

As informações são de reportagem de Cátia Seabra na Folha de S.Paulo

"O militar reformado tem participado de encontros na capital paulista, como o jantar "There is Hope" (há esperança), que, em 20 de fevereiro, teve participação de "potenciais líderes". Entre os presentes, a apresentadora Xuxa Meneghel.

No mesmo dia, Bolsonaro havia almoçado com 15 empresários, num encontro organizado pelo apresentador de TV Otávio Mesquita.

À mesa com potenciais doadores de campanha, Bolsonaro tentou, segundo participantes, apagar qualquer traço de truculência, afirmando que é uma pessoa "normal", apesar da disciplina militar.

Ainda segundo os comensais, Bolsonaro negou ser defensor da prática de tortura. O deputado também deixou claro que sua eventual candidatura depende de suporte financeiro.

Fundador da construtora Tecnisa, o empresário Meyer Nigri foi um dos que participaram. Segundo Nigri, o deputado demonstra "coragem para transformar o Brasil".

Nigri frisa que sua presença à mesa não representa manifestação de voto. Mas admite que o nome de Bolsonaro surge como uma das alternativas à esquerda no país.

Ele reconhece que os rompantes de Bolsonaro atrapalham. 'Ele tem bom conteúdo. Mas não gosto da forma.'

Otávio Mesquita conta que sugeriu a realização do almoço numa troca de mensagens com participantes de um grupo de WhatsApp chamado "Amigos do Vinho". Segundo ele, empresários tinham curiosidade sobre Bolsonaro."

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