Bolsonaro usa bombons para tentar justificar cortes na educação

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou bombons para explicar os cortes nas verbas que seu ministério está fazendo nas universidades e institutos federais

Bolsonaro usa bombons para tentar justificar cortes na educação
Bolsonaro usa bombons para tentar justificar cortes na educação

247 - O presidente Jair Bolsonaro usou a sua live semanal nas noites de quinta-feira para tentar justificar o corte de 30% nas verbas das universidades públicas e institutos federais.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou bombons para explicar os cortes que seu ministério está fazendo.

"Muita gente está espalhando o terror e falando coisas que não estão acontecendo. A economia do Brasil estava afundando, as pessoas estavam com medo de comprar roupa, não trocavam de geladeira, de televisão. A gente parou de afundar, mas ainda estamos numa situação muito delicada", disse o ministro, em uma clara referência as mobilizações de estudantes e professores que tem se espalhado pelo país contra o corte.

Weintraub comparou o cenário de uma universidade federal hipotética ao de uma empresa, onde, num momento de cortes como o atual, seria necessário demitir funcionários.

"A gente não está mandando ninguém embora. Se fosse numa empresa, seria difícil, a gente teria que mandar gente embora. Professor, técnico, estão todos recebendo em dia. Toda a ajuda que aluno recebe de refeitório e moradia está preservada", diz ele, pegando quatro caixas de chocolates.

"Estamos pedindo que 3,5 desses 100 chocolates, deixa para comer depois de setembro. 3,5% dos 100, segura, porque o salário está integralmente preservado e pago, todo o auxílio aos alunos preservado, e ficam espalhando que a gente está fechando tudo", afirmou.

 

Coaf

Bolsonaro aproveitou para falar sobre a decisão da comissão mista que tirou o Coaf do Ministério da Justiça. "Hoje, em comissão que analisa a MP da reestruturação, uma das medidas tomadas pela comissão, que falta ser referendada pelo plenário –o que pode não acontecer–, estão pegando o Coaf e levando do Ministério da Justiça, do Sergio Moro, para o Ministério da Economia, do Paulo Guedes", declarou.

"A gente espera que o plenário da Câmara e do Senado mantenha o Coaf no Ministério da Justiça", acrescentou.

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