Boulos critica Moro: decidiu a eleição e a vida nacional com sua caneta

"Moro pode aceitar ser 'superministro' da Justiça. Entre o 1° e 2° turno, se reuniu com Paulo Guedes para discutir a proposta. Tudo dentro do jogo, exceto pelo fato que estamos falando de um juiz que decidiu as eleições e a vida nacional com sua caneta nos últimos 2 anos", o ex-presidenciável Guilherme Boulos (Psol), coordenador nacional do MTST

Boulos critica Moro: decidiu a eleição e a vida nacional com sua caneta
Boulos critica Moro: decidiu a eleição e a vida nacional com sua caneta (Foto: Mídia Ninja)

247 - O ex-presidenciável Guilherme Boulos (Psol), coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), criticou Sérgio Moro, que pode ser ministro da Justiça no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com Blog de Andréia Sadi, Bolsonaro quer conversar com Moro até esta sexta-feira (2) para convidá-lo para a pasta da Justiça.

"Moro pode aceitar ser 'superministro' da Justiça. Entre o 1° e 2° turno, se reuniu com Paulo Guedes para discutir a proposta. Tudo dentro do jogo, exceto pelo fato que estamos falando de um juiz que decidiu as eleições e a vida nacional com sua caneta nos últimos 2 anos", escreveu o pessolista no Twitter.

"Moro é recado claro de moralidade. E, com a PF na Justiça, sob seu comando, é a garantia de que a Operação Lava Jato vai continuar", disse ao blog o advogado Gustavo Bebianno, um dos principais conselheiros do presidente eleito.

Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP). De acordo com a denúncia apresentada pelos procuradores do Ministério Público Federal, Lula receberia um apartamento da empreiteira OAS como propina de R$ 3,7 milhões em contrapartida de contratos na Petrobrás. Mas, ao apresentar a denúncia em setembro de 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia "prova cabal" de que o ex-presidente seria o proprietário do apartamento. 

O PT esclareceu que em 2005 a ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia tornou-se associada à Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop) e adquiriu uma cota em um edifício então chamado Mar Cantábrico, nome que seria mudado para Solaris, após a OAS adquirir o prédio. Como fez com cada cotista, a cooperativa separou um imóvel para a então esposa de Lula. Nesse caso, o apartamento 141, unidade padrão com 82,5 metros quadrados. Vale ressaltar que o triplex atribuído a Lula é o apartamento número 164-A, ou seja, era outra unidade.

Também naquele ano, Marisa pagou R$ 20 mil de entrada e continuou a pagar as prestações do carnê até 2009, ano em que Bancoop passou por problemas financeiros e, com autorização judicial, transferiu o imóvel para a construtora. Em 2009, Marisa desistiu do apartamento e deixou de pagar as mensalidades da cota da Bancoop. O que já havia sido pago transformou-se em ativo para ser resgatado a qualquer momento.

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