Boulos: ‘STF chancelou uma injustiça que pode abrir ferida profunda no Brasil’

O coordenador do MTST e presidenciável pelo Psol, Guilherme Boulos, criticou a seletividade da Justiça brasileira, após o STF negar o Habeas Corpus do ex-presidente Lula; "Contra Temer há malas e gravações comprometedoras e ele está no Palácio. Contra Aécio há pedido de dinheiro para Joesley, que o país todo ouviu, e ele está no Senado. Contra Lula não há gravação, nem mala, nem conta. Nenhuma prova. E foi determinada sua prisão", disse no Twitter; segundo Boulos, o STF "se curvou ante as ameaças do general" e "legitimou o papel 'moderador' do Exército na República"

O coordenador do MTST e presidenciável pelo Psol, Guilherme Boulos, criticou a seletividade da Justiça brasileira, após o STF negar o Habeas Corpus do ex-presidente Lula; "Contra Temer há malas e gravações comprometedoras e ele está no Palácio. Contra Aécio há pedido de dinheiro para Joesley, que o país todo ouviu, e ele está no Senado. Contra Lula não há gravação, nem mala, nem conta. Nenhuma prova. E foi determinada sua prisão", disse no Twitter; segundo Boulos, o STF "se curvou ante as ameaças do general" e "legitimou o papel 'moderador' do Exército na República"
O coordenador do MTST e presidenciável pelo Psol, Guilherme Boulos, criticou a seletividade da Justiça brasileira, após o STF negar o Habeas Corpus do ex-presidente Lula; "Contra Temer há malas e gravações comprometedoras e ele está no Palácio. Contra Aécio há pedido de dinheiro para Joesley, que o país todo ouviu, e ele está no Senado. Contra Lula não há gravação, nem mala, nem conta. Nenhuma prova. E foi determinada sua prisão", disse no Twitter; segundo Boulos, o STF "se curvou ante as ameaças do general" e "legitimou o papel 'moderador' do Exército na República" (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e presidenciável pelo Psol, Guilherme Boulos, criticou a seletividade da Justiça brasileira, após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de negar o Habeas Corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para evitar que ele seja preso antes de acabar todos os recursos judiciais no processo do triplex no Guarujá (SP).

"Contra Temer há malas e gravações comprometedoras e ele está no Palácio. Contra Aécio há pedido de dinheiro para Joesley, que o país todo ouviu, e ele está no Senado. Contra Lula não há gravação, nem mala, nem conta. Nenhuma prova. E foi determinada sua prisão", disse Boulos no Twitter. "O STF, por uma maioria arranjada após adiamento da pauta das ADCs, enxovalhou a Constituição e se curvou ante as ameaças do general. Encolheu, legitimou o papel 'moderador' do Exército na República e chancelou uma injustiça que pode abrir ferida profunda no Brasil", acrescentou.

Ao citar a mala, Boulos fez referência ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), homem da mala de Temer, que recebeu R$ 500 mil em dinheiro da JBS a pedido de Temer, que seria o destinatário final do dinheiro, de acordo com as investigações desencadeadas no ano passado a partir da delação premiada de membros da empresa. Temer negou irregularidades e classificou as gravações da JBS como clandestinas.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para supostamente pagar advogados. O tucano tratou a propina como venda de apartamento. "Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família", disse.

No processo do triplex, que tem como alvo o ex-presidente Lula, vale ressaltar que o Ministério Público Federal denunciou ele em setembro de 2016 argumentando o recebimento de R$ 3,7 milhões em benefício próprio da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012, através de um triplex no Guarujá (SP). Mas o curioso é que o procurador Henrique Pozzobon admitiu não existir "prova cabal" de que o petista é "proprietário no papel" do tripléx. 

Em, em janeiro, a Justiça do Distrito Federal determinou a penhora dos bens da OAS, numa ação movida por credores. Um dos ativos penhorados foi o triplex que a Lava Jato atribuiu a Lula (veja aqui).

Ao falar que o STF "legitimou o papel 'moderador' do Exército", Boulos fez referência à declaração do chefe do Exército, general Eduardo Villas Bôas, que fez a seguinte postagem na rede social: 

"Asseguro à Nação que o Exército brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais. Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do país e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?".

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