Brasil avisa que não aceitará interferência estrangeira na Venezuela

Ministro da Defesa Raul Jungmann disse durante um evento no Rio de Janeiro, que o Brasil não admitirá qualquer tipo de intromissão de outras potências na América do Sul para resolver a crise venezuelana, em resposta a recentes ameaças feitas pelos EUA; declarações de Jungmann foram um firme sinal do posicionamento brasileiro diante da abordagem do presidente norte-americano, Donald Trump, que afirmou não descartar a opção de uma intervenção militar na Venezuela

Brasília - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para discutir a agenda e as perspectivas de atuação da pasta (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Defesa, Raul Jungmann, participa de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para discutir a agenda e as perspectivas de atuação da pasta (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

Sputnik - O ministro da Defesa Raul Jungmann disse nesta sexta-feira, durante um evento no Rio de Janeiro, que o Brasil não admitirá qualquer tipo de intromissão de outras potências na América do Sul para resolver a crise venezuelana, em resposta a recentes ameaças feitas pelos Estados Unidos.

As declarações de Jungmann, na XIV Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, foram um firme sinal do posicionamento brasileiro diante da abordagem do presidente norte-americano, Donald Trump, que, no mês passado, afirmou não descartar a opção de uma intervenção militar na Venezuela.

Segundo o ministro, o Brasil, que defende uma saída diplomática para a crise venezuelana, acredita, ao mesmo tempo, na necessidade de criação de uma autoridade sul-americana de defesa nos moldes da OTAN, de forma a permitir que os países da região resolvam seus problemas sem a intervenção de forças externas.

Sobre a Organização do Tratado do Atlântico Norte, aliás, Jungmann criticou a forma como esta vem atuando pelo mundo, realizando ações em territórios de fora do seu eixo original de interesse e sem o devido respaldo da ONU.

"De uma aliança defensiva, a organização euro-atlântica tende a tornar-se uma entidade global e de atuação em prevenção e manejo de crises em espaços que vão além da jurisdição da Europa e da América do Norte. Em uma interpretação territorialmente extensiva das ameaças, algumas vezes sem mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas", destacou.

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