'Brasil era pobre, preto e prostituta', diz chefe de Ministério da Justiça

A afirmação é do chefe da equipe de assuntos legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Vladimir Passos de Freitas, feita durante palestra sobre a relação entre o Legislativo e o ministério; a declaração vem uma semana depois do presidente Jair Bolsonaro dizer em entrevista que "racismo é raro" no Brasil

'Brasil era pobre, preto e prostituta', diz chefe de Ministério da Justiça
'Brasil era pobre, preto e prostituta', diz chefe de Ministério da Justiça (Foto: Eduardo Matysiak)

247 - Uma semana após o presidente Jair Bolsonaro dizer em entrevista que "racismo é raro" no Brasil, o chefe da equipe de assuntos legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Vladimir Passos de Freitas, disse em sentido pejorativo que "o Brasil era pobre, preto e prostituta" antes de Sérgio Moro.

A declaração foi dada por Freitas nesta segunda-feira (13), durante palestra sobre a relação entre o Legislativo e o Ministério da Justiça. Segundo ele, a Lava Jato mudou o Brasil e isso só aconteceu pela determinação de Sergio Moro.

"Um homem que consegue levar a Lava Jato até o fim, que muda o Brasil do ponto de vista penal tem muita força interior. Antes dele o Brasil era pobre, preto e prostituta. O equilíbrio psicológico de uma pessoa dessa [Moro] merecia uma tese de doutorado", declarou Freitas, que é desembargador federal aposentado. A informação é do Portal Paraná.

Sobre o decreto que ampliou o porte de armas, o chefe de assuntos legislativos do Ministério da Justiça disse que considera possível contestação sobre a inconstitucionalidade.

"Algumas posições são do presidente da República, como nesse caso. São promessas de campanha e não cabe ao Ministério da Justiça se manifestar contrário porque é o que o presidente quer. Ele foi eleito, ele é o presidente", disse ele, deixando claro que o ministério sabe que o projeto é inconstitucional, mas que atendeu a vontade de Bolsonaro.

"A vontade do presidente prevaleceu. Eu diria que não é raridade que as coisas sejam apressadas, pois isso faz parte das atribuições. Não é o ideal, o melhor seria que a ideia fosse amadurecida, mas as vezes quando se discute muito uma coisa, elas nunca saem", completou.

 

 

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