Brasileiros são contra a venda da Caixa, Petrobras e Eletrobras

Na contramão do discurso oficial do governo Michel Temer, a maioria da população brasileira é contra a privatização de empresas estatais, como deseja a equipe econômica chefiada por Henrique Meirelles; segundo estudo feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, 60,4% dos brasileiros são contrários às privatizações, confirmando que a população rejeita a agenda econômica do golpe; a maior rejeição é pela privatização da Caixa (66,3%), enquanto 65,8% são contra a venda da Petrobras e 52,8% da Eletrobras

Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente Michel Temer durante anuncio do pacote de medidas econômicas (Beto Barata/PR)
Brasília - Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente Michel Temer durante anuncio do pacote de medidas econômicas (Beto Barata/PR) (Foto: Paulo Emílio)

247 - Na contramão do discurso oficial do governo Michel Temer, a maioria da população brasileira é contra a privatização de empresas estatais, como deseja a equipe econômica.

Segundo estudo feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, 60,4% dos brasileiros são contrários às privatizações. Outros 35% se disseram favoráveis e 4,2% disseram não saber ou não quiseram opinaram sobre o assunto.

A maior rejeição, 66,3%, está na possibilidade da privatização da Caixa Econômica Federal. Apenas 29,6% se declararam a favor da privatização da instituição financeira e outros 4,1% não opinaram sobre o assunto.

Ainda segundo a pesquisa, 65,8% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobras e 30,4% são favoráveis que a iniciativa privada assuma as operações da estatal do petróleo. Outros 3,8% não se pronunciaram sobre o tema.

A privatização da Eletrobras é a que sofre menos resistência, porém mais da metade da população é contrária. Ao todo, 52,8% dos entrevistados se posicionaram contra, enquanto 42,3% se disseram favoráveis à privatização e 4,9% não se pronunciaram sobre a possibilidade.

Ao todo, a pesquisa ouviu 2.492 pessoas em 172 municípios nos 27 estados brasileiros. A margem de erro do estudo é de 2%.

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