Burocracia facilita prática da corrupção, diz presidente do STF

Para a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, a burocracia é um elemento que facilita a prática da corrupção; "Quando há excesso de burocracia, haverá mais instâncias, gavetas para que se guardem os pedidos e pleitos. Muitas vielas por onde podem passar os comportamentos públicos", disse

Presidente do STF, Cármen Lúcia, durante sessão da corte em Brasília 01/02/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente do STF, Cármen Lúcia, durante sessão da corte em Brasília 01/02/2018 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)

247 - Para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, a burocracia é um elemento que facilita a prática da corrupção. "Quando há excesso de burocracia, haverá mais instâncias, gavetas para que se guardem os pedidos e pleitos. Muitas vielas por onde podem passar os comportamentos públicos", disse ela durante evento promovido pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, organizado pelo Grupo de Embaixadores Africanos.

"Quando maior a transparência, menores as chances de corrupção. A sombra é uma facilitadora desta prática", destacou. Segundo ela, o debate sobre a corrupção ganhou espaço porque o Brasil evoluiu no combate ao delito por meio da melhoria das estruturas de combate à corrupção, uso de tecnologias específicas e graças ao aprimoramento do Ministério Público e da priorização do julgamento deste tipo de crime pelo Judiciário.

"É preciso adotar formas de prevenção a corrupção sistematicamente. Corrupção nem sempre passa recibo. Digo nem sempre porque agora tem-se muitas demonstrações de atos espúrios que precisamos combater", afirmou. "O princípio da moralidade exige estruturas combativas, preventivas e de repressão. A corrupção é um crime de razão, premedita-se, quer-se, programa-se, e aí se tem a corrupção. Prática tem que ser devidamente punida", emendou.

 

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