Caixa dois eleitoral é antessala da corrupção, diz procurador

Candidato à sucessão de Rodrigo Janot na PGR, o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, afirma que o "caixa dois é a antessala da corrução"; na opinião de Dino, a legislação brasileira dificulta a investigação desse tipo, sendo necessária uma mudança; o procurador defende a proposta contida no projeto das dez medidas contra a corrupção, que tramita no Congresso

O coordenador da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão,e subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, apresenta propostas do Ministério Público Federal para o Combate à Corrupção (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O coordenador da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão,e subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, apresenta propostas do Ministério Público Federal para o Combate à Corrupção (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Nicolao Dino, vice-procurador geral eleitoral, afirma que o "caixa dois é a antessala da corrução".

Para ele, a legislação brasileira dificulta a investigação desse tipo, sendo necessária uma mudança. Dino defende a proposta contida no projeto das dez medidas contra a corrupção, que tramita no Congresso.

As informações são de reportagem de Letícia Casado na Folha de S.Paulo.

"Ele disse ainda que o caixa dois provoca uma série de consequências para a sociedade, que vão do não pagamento de tributos à facilitação da lavagem de dinheiro. Em uma campanha eleitoral, afirma, favorece o abuso de poder econômico, dando vantagens no processo de "cooptação ilegal" de eleitores.

Dino é um dos candidatos à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em setembro".

"O caixa dois é utilizado por empresas e pessoas para movimentar recursos sem a devida contabilização. Em uma empresa, por exemplo, é dinheiro que não fica registrado na contabilidade oficial da pessoa jurídica e, portanto, não está submetido a mecanismos de auditoria e nem à carga tributária.

Transpondo para o âmbito eleitoral, o caixa dois nada mais é que o recurso que ingressa em um partido ou determinada campanha e não é devidamente contabilizado para fins de quantificação das despesas. Ou seja, é um recurso camuflado que pode ser gasto à revelia de quaisquer mecanismos de controle.

O caixa dois favorece em muito o abuso de poder econômico e as práticas de corrupção eleitoral. E pode escamotear uma relação de troca de favores. É destinação a uma campanha mas, na realidade, se trata de uma retribuição por favor já feito ou a ser feito", afirmou.

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