Candidatura de Lula ao Prêmio Nobel da Paz recebe apoios até 31 de janeiro

A candidatura do ex-presidente Lula ao Prêmio Nobel da Paz vai receber apoios atá o dia 31 de janeiro; Adolfo Pérez Esquivel, que organiza a campanha, afirmou em carta: "com o mesmo senso de esperança que Martin Luther King transmitiu quando disse 'Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira', somos muitos que acreditam que o Prêmio Nobel da Paz para Lula ajudará a fortalecer a esperança de poder continuar construindo um novo amanhecer para dignificar a árvore da vida"

Candidatura de Lula ao Prêmio Nobel da Paz recebe apoios até 31 de janeiro
Candidatura de Lula ao Prêmio Nobel da Paz recebe apoios até 31 de janeiro (Foto: Ricardo Stuckert)
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Da Rede Brasil Atual - A próxima quinta-feira (31) demarca o fim do período para coleta de assinaturas em favor da concessão do Prêmio Nobel da Paz ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para formalizar a candidatura é preciso reunir, até essa data, assinaturas de indivíduos que se encaixem nos critérios estipulados pela organização que concede o prêmio – como, por exemplo, ser professor(a) universitário(a) ou diretor(a) de instituto de pesquisa da paz, ou mesmo detentor do prêmio, como é o caso de Adolfo Pérez Esquivel, que enviou carta ao comitê do prêmio, indicando Lula.

"Com o mesmo senso de esperança que Martin Luther King transmitiu quando disse 'Se soubesse que o mundo se desintegraria amanhã, ainda assim plantaria a minha macieira', somos muitos que acreditam que o Prêmio Nobel da Paz para Lula ajudará a fortalecer a esperança de poder continuar construindo um novo amanhecer para dignificar a árvore da vida", justificou Esquivel na carta.

Lula está preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril de 2018, graças a uma sentença da Operação Lava Jato que tenta construir uma narrativa de seu envolvimento com crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com a suposição de que ele seria proprietário de um tríplex no Guarujá, que jamais apareceu em seu nome. 'Lawfare', ou guerra jurídica, foi o termo encontrado por sua defesa para desnudar a atuação política do judiciário para tirar o ex-presidente das eleições de 2018.

Com a indicação ao prêmio, Esquivel busca reconhecimento a Lula, pelo fato de ter tirado 30 milhões de pessoas da pobreza, em seus dois mandatos. "Precisamos superar a fome, a pobreza e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém: é para salvar vidas", prometeu o ex-presidente, tão logo assumiu seu primeiro mandato.

O manifesto enviado pelo argentino destaca três argumentos de que o ex-presidente deixou um legado sem precedentes no combate à redução da pobreza e da fome no Brasil. O documento considera que houve uma redução na taxa de desemprego, próxima a 50%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. E uma criação de 15 milhões de novos empregos segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o coeficiente de Gini brasileiro foi 0,583 em 2003, e em 2014 foi 0,518, indicando que as políticas sociais implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) deixou um Brasil com menos desigualdade social, pois a desigualdade média caiu 0,9% ao ano, no período entre 2003-2016.

A implementação de programas de educação e saúde pública elevou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, desenvolvido pelo PNUD. Em 2010, chegou a US $ 10,607 dólares renda média anual, à expectativa de vida de 72,9 anos, a uma escolaridade de 7,2 anos de estudo e a uma expectativa de vida escolar de 13,8 anos.

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