Caos médico toma conta de país, após saída de cubanos

A saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos continua a levar o caos para  atendimento no interior do país. Enfermeiros estão assumindo atividades de médicos, o uso de ambulância para deslocar moradores a outras unidades disparou e a desistência de pacientes em obter atendimento se tornou generalizada. Dos 8.319 brasileiros inscritos no Programa após a saída dos cubanos, apenas 10% se apresentou

Caos médico toma conta de país, após saída de cubanos
Caos médico toma conta de país, após saída de cubanos (Foto: Reprodução)

247 - A saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos continua a levar o caos para  atendimento no interior do país. Enfermeiros estão assumindo atividades de médicos, o uso de ambulância para deslocar moradores a outras unidades disparou e a desistência de pacientes em obter atendimento se tornou generalizada. Dos 8.319 brasileiros inscritos no Programa após a saída dos cubanos, apenas 10% se apresentou. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo narra a busca por atendimento no interior da Bahia: "o lavrador aposentado Adelaidio Andrade, 61, conta que sua esposa 'um dia levantou uma panela de feijão e não teve mais saúde'. É como ele descreve o momento em que Luzia, 54, teve um AVC enquanto cozinhava. Aposentada por invalidez, a lavradora ficou com um lado do corpo paralisado, e a mão, deformada. 'Ficou aleijada e sem falar', diz Adelaidio, sobre a dificuldade dela em conversar e se movimentar."

A matéria prossegue na descrição do drama do casal: "o casal vive no povoado rural Jardim, a 30 minutos em estrada de chão do centro do município de Sítio do Quinto, no interior da Bahia, parte do polígono das secas, a 364 km de Salvador. Depois do fim da parceria de Cuba com o Mais Médicos, por divergências com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o posto de saúde mais próximo de Luzia, no povoado rural de Tingui, ficou sem médico, agravando a rotina de improvisos na saúde da região."

E descreve o caos médico que se alastra pela cidade: "enfermeiros estão assumindo atividades de médicos, há um uso intensivo de ambulâncias para levar moradores a outras unidades e desistência de pacientes em obter atendimento devido à distância. No caso de Luzia, a saída dos cubanos já pôs em risco a obtenção do remédio que precisa tomar para não ter convulsões —e a cartela dela acaba nesta quinta-feira (28)."

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