Capacho dos EUA, Temer defende Brics

Em artigo publicado hoje no jornal O Estado de S. Paulo, Temer adentra as raias do cinismo explícito, relatando ações que seu governo  'capacho' de Trump, na verdade, combate; o emedebista afirma estar concentrado na união latino-americana, com a intenção de que essa união renda empregos e qualidade de vida aos brasileiros; Temer ainda defende os Brics, bloco econômico evitado por seu governo nesses últimos 2 anos - gesto recíproco, uma vez que as cúpulas dos Brics sempre evitaram a fotografia com Temer

Capacho dos EUA, Temer defende Brics
Capacho dos EUA, Temer defende Brics (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 - Em artigo publicado hoje no jornal O Estado de S. Paulo, Temer adentra as raias do cinismo explícito, relatando ações que seu governo 'capacho' de Trump, na verdade, combate. O emedebista afirma estar concentrado na união latino-americana, com a intenção de que essa união renda empregos e qualidade de vida aos brasileiros. Temer ainda defende os Brics, bloco econômico evitado por seu governo nesses últimos 2 anos - gesto recíproco, uma vez que as cúpulas dos Brics sempre evitaram a fotografia com Temer.

Leia trechos do artigo de Temer:  

"Participo, esta semana, de dois compromissos que dizem muito sobre a política externa de nosso governo. Nos dias 23 e 24, estarei em Puerto Vallarta, no México, para a primeira reunião entre os presidentes do Mercosul e da Aliança do Pacífico. Entre os dias 25 e 28, estarei em Johannesburgo, na África do Sul, para a 10.ª Cúpula do Brics. Nos dois casos, transmitiremos ao mundo mensagem de diálogo e cooperação. Nos dois casos, trabalharemos com pragmatismo em busca de benefícios concretos para a sociedade brasileira. A aproximação entre o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) é causa na qual estou pessoalmente engajado desde a primeira hora de nosso governo. Juntos, formamos mercado de 470 milhões de pessoas e representamos mais de 90% do PIB e dos fluxos de investimentos na região. Podemos e devemos caminhar unidos em direção a um continente de mais harmonia e prosperidade.

(...)

O Brics nasceu em meio à grave crise financeira de 2008. Era natural, portanto, que nossa ação conjunta se concentrasse, precisamente, em temas financeiros. E assim foi. Atuamos de maneira coordenada em foros com o G-20, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Criamos o Arranjo Contingente de Reservas, que ajuda a evitar choques externos e contribui para a maior estabilidade de nossas economias. Estabelecemos o Novo Banco de Desenvolvimento. O Brics que queremos para os próximos dez anos é um Brics cada vez mais a serviço do desenvolvimento. Somos cinco países com territórios amplos e população numerosa. Somos cinco países de renda média que compartilham desafios e querem compartilhar soluções.  A cúpula de Johannesburgo nos permitirá dar mais alguns passos nessa direção. Aprofundaremos nossa cooperação em áreas como meio ambiente, esportes, economia digital. Estamos trabalhando para a instituição de centro de pesquisa que nos auxiliará a desenvolver novas vacinas e a ampliar a capacidade de produção farmacêutica de nossos países. Estamos trabalhando, ainda, para lançar parceria com vistas à troca de informações e à exploração de mercados para a aviação regional."

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