Cardozo sobre agressão ao MST: “perderam o pudor”

"Não precisam nem mais das aparências jurídicas para tentar legitimar ações violentas. Com suas ações, parecem dizer: Direitos, ora ... Que direitos? Vivemos a afirmação de um Estado de exceção, a cada dia que passa. A invasão da escola nacional Florestan Fernandes é a prova disso", afirma o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, sobre a invasão violenta da polícia na escola do MST em São Paulo na última sexta-feira; segundo ele, parece que "perderam o pudor" depois da destituição de Dilma Rousseff da presidência

17/10/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Lançamento do livro É golpe, sim! de Adão Villaverde, com presença de José Eduardo Cardozo. Foto: Guilherme Santos/Sul21
17/10/2016 - PORTO ALEGRE, RS - Lançamento do livro É golpe, sim! de Adão Villaverde, com presença de José Eduardo Cardozo. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Gisele Federicce)

247 - O ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo se manifestou sobre a invasão violenta da Polícia Civil na Escola Florestan Fernandes, do MST, em Guararema, Grande São Paulo, na última sexta-feira 4.

Para ele, parece que "perderam o pudor" depois da destituição de Dilma Rousseff da presidência. "Não precisam nem mais das aparências jurídicas para tentar legitimar ações violentas. Com suas ações, parecem dizer: Direitos, ora ... Que direitos? Vivemos a afirmação de um Estado de exceção, a cada dia que passa. A invasão da escola nacional Florestan Fernandes é a prova disso", escreve ele.

Leia a íntegra:

"Quando a democracia foi suprimida pela destituição de uma Presidenta da República legitimamente eleita, violou-se o Estado de Direito. Para manter as aparências, utilizaram uma retórica vazia para justificar a grave violência que empreenderam contra a nossa constituição. Mas a partir daí perderam o pudor. Não precisam nem mais das aparências jurídicas para tentar legitimar ações violentas. Com suas ações, parecem dizer: Direitos, ora ... Que direitos? Vivemos a afirmação de um Estado de exceção, a cada dia que passa. A invasão da escola nacional Florestan Fernandes é a prova disso. Que fazer? Resistir. Resistir, denunciar e lutar. De forma pacificamente corajosa. Que cada um de nós saiba utilizar o espaço democrático que ainda nos resta, para protestar, conscientizar e derrotar o autoritarismo violento e intolerante. Se pensam que nos curvamos, saberemos demonstrar que estamos eretos. E que lutar pela democracia, faz bem para a alma, para a vida e para a história."

José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça e ex-advogado
Geral da União. Advogado da Presidenta Dilma Rousseff no processo de impeachment.

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