Carnaval de Salvador tem homofobia e sexismo

Casos denunciados de racismo chegaram a mais de 250 este ano

Carnaval de Salvador tem homofobia e sexismo
Carnaval de Salvador tem homofobia e sexismo (Foto: Divulgação)

Bahia 247 - O Carnaval de Salvador é conhecido mundialmente como um espaço de alegria e confraternização entre pessoas de todas as etnias, gêneros e orientações sexuais. No entanto, a festa não é um paraíso da democracia racial. De acordo com o relatório parcial do Observatório da Discriminação Racial, foram registrados 205 casos de racismo, 110 de sexismo (violência contra a mulher) e 16 de homofobia. No total, foram 331 casos de agressões contra as minorias, um aumento significativo em relação ao ano passado, quando foram contabilizadas 237 ocorrências.

E não apenas o racismo chamou atenção, pois as ações machistas também chamam atenção nesta sétima edição do Observatório, tendo em vista que já foram registrados 110 casos contra 91 totais do ano anterior. Os resultados do Observatório alertam ainda que, a maior festa popular do mundo, infelizmente, não está sendo democrática e comprova, através destes registros, a existência de ações discriminatórias, violentas e desiguais.

Confira as ocorrências do Carnaval de 2012:

REGISTROS

Discriminação Racial, 205; Violência contra Mulher, 110; Violência contra LGBT, 16; Total de Casos, 331

O Observatório da Discriminação Racial, da Violência contra a Mulher e Combate a Homofobia é um programa que tem como objetivo mapear dados que comprovem a existência de ações discriminatórias, sejam elas raciais, de gêneros ou homofóbicas. O Programa desenvolvido pela Secretaria Municipal da Reparação (Semur ) que propõe diminuir as desigualdades ocorridas durante a maior festa de rua do planeta.

Iniciado em 2006, o Observatório, instalado no circuito Osmar, registrou diversas ocorrências de racismo e discriminação racial, através da atuação de grupos de observadoras e observadores sociais distribuídos pelos circuitos carnavalescos de Salvador, derrubando assim o mito da democratização racial. São instituições parceiras do Programa o Ministério Público; Defensoria Pública; Delegacia da Mulher (Deam); Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Secretaria de Promoção da Igualdade (Sepromi); Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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