Carol Proner: investigação de desembargadora que atacou Marielle vem em boa hora

A jurista e doutora em Direito Internacional Carol Proner considera que "vem em boa hora essa insistência dos Juristas pela Democracia (ABJD), para que o CNJ investigue a desembargadora Marília Neves pelo cometimento de crime de ódio"; "Marília Neves escreveu nas redes sociais, logo após o assassinato de Marielle, que a vereadora "fora engajada com bandidos e eleita com apoio do Comando Vermelho'”, relembra Proner; "essas duras palavras proferidas por integrante do poder judiciário merecem responsabilização exemplar", reivindica a jurista

Carol Proner: investigação de desembargadora que atacou Marielle vem em boa hora
Carol Proner: investigação de desembargadora que atacou Marielle vem em boa hora

247 - Por Carol Proner, doutora em Direito Internacional e professora da UFRJ - Vem em boa hora essa insistência dos Juristas pela Democracia (ABJD), para que o CNJ investigue a desembargadora Marília Neves pelo cometimento de crime de ódio.

Agora que se mesclam os escândalos de corrupção do Clã Bolsonaro e as atividades da milícia que assassinou Marielle Franco, as palavras da desembargadora soam ainda mais odiosas.

Relembremos: em março de 2018, Marília Neves escreveu nas redes sociais, logo após o assassinato de Marielle, que a vereadora fora “engajada com bandidos e eleita com apoio do Comando Vermelho” . Segundo a desembargadora, “seu comportamento, ditado por seu engajamento político, foi determinante para seu trágico fim. Qualquer outra coisa diversa é mimimi da esquerda tentando agregar valor a um cadáver tão comum quanto qualquer outro”.

Essas duras palavras proferidas por integrante do poder judiciário merecem responsabilização exemplar, por caracterizarem discurso de ódio com objetivo vil de insultar, intimidar ou assediar. Esse foi o conteúdo da representação que a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia protocolou junto ao CNJ e que até hoje espera resposta.

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