Carrefour anuncia criação de fundo para 'combater racismo' no Brasil

Com a imagem abalada devido ao assassinato em uma loja do Carrefour, em Porto Alegre, de João Alberto Freitas, cidadão negro, quando se comemorava no Brasil o Dia da Consciência Negra, a empresa decidiu criar um fundo com aporte imediato de 25 milhões de reais "para promover a inclusão racial e combater o racismo no Brasil"

Carrefour / cena do assassinato de João Alberto Silveira Freitas
Carrefour / cena do assassinato de João Alberto Silveira Freitas (Foto: Reuters | Reprodução)
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247 - Em comunicado distribuído aos meios de comunicação nesta segunda-feira (23), o Carrefour anunciou a criação de um fundo com aporte imediato de 25 milhões de reais "para promover a inclusão racial e combater o racismo no Brasil". Com isso, a rede de lojas tenta minorar os abalos em sua imagem depois do assassinato em uma de suas unidades, em Porto Alegre, de João Alberto Freitas, um homem negro de 40 anos. 

O comunicado assinala o compromisso da empresa de "lutar pelo combate ao racismo estrutural no país e promover ações afirmativas para a inclusão social e econômica de negros e negras na sociedade". 

O fundo será inicialmente de R$ 25 milhões.  "Sabemos que não podemos reparar a perda da vida do senhor João Alberto. Este movimento é o primeiro passo da empresa para que o combate ao preconceito e racismo estrutural, que é urgente no Brasil, ganhe ainda mais força e apoio da sociedade", afirma a nota da rede de lojas. 

João Alberto Freitas, de 40 anos, foi assassinado durante espancamento por dois seguranças do Carrefour no norte de Porto Alegre na noite da quinta-feira passada (19), poucas horas antes do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 

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