Cavendish vira réu por fraude no governo Serra. Vai delatar?

Fernando Cavendish, ex-dono da construtora Delta, virou réu em mais um processo da Lava-Jato; o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou denúncia contra ele e outras cinco pessoas na ação que investiga fatos delituosos relacionados à contratação do Consórcio Nova Tietê para a ampliação da Marginal Tietê - Lote , no governo de José Serra; e empresário é acusado de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude à licitação

SÃO PAULO, SP, 18.04.2012: FERNANDO CAVENDISH/DELTA - Empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, durante entrevista para a Folha no escritório de seu advogado, no Terraço Itália, centro de SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 18.04.2012: FERNANDO CAVENDISH/DELTA - Empresário Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta, durante entrevista para a Folha no escritório de seu advogado, no Terraço Itália, centro de SP. (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - O ex-dono da Delta Fernando Cavendish virou réu em mais um processo da Lava-Jato. Ontem, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou denúncia contra ele e outras cinco pessoas na ação que investiga fatos delituosos relacionados à contratação do Consórcio Nova Tietê para a ampliação da Marginal Tietê - Lote 2. O empresário é acusado de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

As informações são de reportagem de O Globo.

"Além de Cavendish, virou réu Adir Assad, acusado de fornecer notas frias a empreiteiras, como a Andrade Gutierrez e Delta, para elas fazerem caixa dois que seria usado para pagar propina. Mauro e Marcelo Abbud, sócios de Assad, também vão responder ao processo. Eles são acusados dos crimes de fraude à licitação, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa.

De acordo com a denúncia, houve um superfaturamento de R$ 73,1 milhões na obra pagos pela estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) ao consórcio liderado pela Delta. A obra custou R$ 360,3 milhões. O valor inicial era de R$ 287,2 milhões. O contrato foi assinado em 2009, quando José Serra era governador do Estado".

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