Celso Amorim diz que receia utilização do Brasil pelos EUA contra a Venezuela

Na última terça-feira, foi apresentado um novo documento da Política Nacional de Defesa pelo governo de Jair Bolsonaro, abrindo a possibilidade de conflitos na América do Sul. Em entrevista à NODAL, o ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim expressa a preocupação de que o Brasil possa ser usado pelos EUA para atacar a Venezuela

Celso Amorim
Celso Amorim (Foto: MARCELLOCASAL/ABR)
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247 - Em entrevista ao NODAL, o ex-chanceler e ex-ministro da Defesa, Celso Amorim, falando sobre as diferenças entre o antigo e o novo  documento da Política Nacional de Defesa, diz que há referências à ação que a marinha pode ter sobre questões climáticas, mas o principal é a referência a situações de crise ou tensão em nosso ambiente estratégico, que são nossos vizinhos e também o Atlântico Sul.

Isso é muito sério porque nossa visão estratégica do Partido dos Trabalhadores (PT) é a integração sul-americana e que, em nossa região, deve haver cooperação e não dissuasão.

Há uma leitura do novo documento que parece envolver o emprego das Forças Armadas e é isso que nos preocupa muito.

Também me preocupo que isso seja feito em um contexto em que o Brasil seja mencionado pelo presidente Donald Trump como um aliado preferencial e, pela primeira vez, tenhamos um oficial general da Força Aérea Brasileira no Comando Sul dos Estados Unidos, que é destinado à nossa região.

Por isso, estamos preocupados que o Brasil possa ser utilizado, instrumentalizado, pelos Estados Unidos em suas ações, por exemplo, com a Venezuela, embora não exista referência explícita de nenhum país. Reitero que nossa preocupação sempre foi a de que na América do Sul temos que ter cooperação. 

Leia a íntegra da entrevista ao jornalista Pedro Brieger.  
 

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