CFM tem postura retrógrada

Apesar dos médicos ao se formarem em universidades públicas e privadas jurarem salvar vidas, a maioria deles só quer salvar vidas nas capitais ou em grandes e médias cidades

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É um verdadeiro desrespeito à inteligência do cidadão a nota do Conselho Federal de Medicina (CFM) classificando de "eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso" o anúncio de importação de médicos cubanos feito pelo Ministério da Saúde.

O que acontece na realidade é que o Brasil receberá quatro mil médicos cubanos para trabalhar em 701 cidades que não foram escolhidas por nenhum profissional inscrito na primeira etapa do programa Mais Médicos, do governo federal.

Apesar dos médicos ao se formarem em universidades públicas e privadas jurarem salvar vidas, a maioria deles só quer salvar vidas nas capitais ou em grandes e médias cidades. A postura retrógrada de entidades como a CFM fortalece este tipo de posicionamento.

Se incentivam, em última análise, o não preenchimento por médicos brasileiros das vagas oferecidas pelo governo, por que se colocam contra a vinda de médicos cubanos? Eles trabalham atualmente em vários continentes do mundo, África, Ásia e América Latina e em países como Venezuela, Bolívia, Equador, Haiti, numa verdadeira demonstração de solidariedade humana.

Quando presidente da CUT DF tive a feliz oportunidade de visitar Cuba. Senti um mal estar e fui prontamente atendido por um médico do posto de saúde do hotel. Tive uma excelente consulta, que nada me custou apesar de estrangeiro, e saí do consultório dele já com o medicamento a tomar nas mãos.

A declaração do presidente da CFM, Roberto d’Ávila, de que a medida expõe a saúde da população a situações de risco é totalmente infeliz. Em risco eles se encontram sim por viver em cidades sem médicos. 

Seria o caso de perguntar  aos moradores de pequenas cidades que serão beneficiadas com a presença de médicos cubanos se eles estão contra a medida. Aposto que não. Aconselho a CFM a perguntar aos moradores de Caxias, no Maranhão, de cidades do Tocantins e mesmo de regiões administrativas de Brasília, que no governo Cristovam no início do programa Saúde em Casa receberam e foram tratados por médicos cubanos, se ficaram satisfeitos com os atendimentos.Conheço o interior do Brasil, vi estas experiências de perto e posso dizer que deram certo.

Parabenizo a presidenta Dilma por tomar decisões deste porte mesmo enfrentando o interesse de corporações médicas retrógradas como a CFM que se arvora em criticar o recebimento de médicos cubanos mas tem em seu Conselho de Ética centenas de processos contra maus profissionais médicos não julgados. 

Espero que o governador Agnelo Queiroz se espelhe na presidenta Dilma e tenha a coragem de trazer para o DF médicos cubanos para melhorar ainda mais o atendimento médico local.

Quero parabenizar e dar as boas vindas aos médicos cubanos assim como a todos os outros inscritos individualmente no Programa Mais Médicos e que têm diploma estrangeiro, que começam a atender a população brasileira na segunda quinzena de setembro. Esse tipo de solidariedade humana é digna de aplausos.

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