Chanceler mente em artigo publicado no Valor

Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Aarújo, destaca como um dos maiores feitos do atual governo o fato do Brasil estar prestes a ingressar nos quadros da OCDE graças ao apoio dos EUA; os EUA, porém, já adiantaram que segundo os americanos, o governo Trump apoia a entrada do Brasil na OCDE, mas isso somente deverá acontecer em contexto de modernização da entidade, sem dizer exatamente o que isso significa

Chanceler mente em artigo publicado no Valor
Chanceler mente em artigo publicado no Valor (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Aarújo, fez uma defesa enfática do que chama de "nova política externa brasileira" por parte do governo Jair Bolsonaro. Em um artigo publicado no jornal Valor Econômico, o chanceler destaca como um dos maiores feitos do atual governo o fato do Brasil estar prestes a ingressar nos quadros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) graças ao apoio dos Estados Unidos para isso. A realidade, porém, é outra, uma vez que os EUA não cumpriram sua parte no acordo mesmo após terem recebido a Embraer e a base de Alcântara.

"A reaproximação com os Estados Unidos, consolidada pela visita do presidente Bolsonaro a Washington, permitiu abrir o caminho para o ingresso do Brasil na OCDE, a assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, o incremento da parceria em defesa mediante a declaração do Brasil como "aliado especial" e início de aproximação à OTAN, e o lançamento das bases de uma parceria econômica", sem demonstrar nenhum efeito prático para o Brasil do alinhamento aos interesses norte-americanos até o momento. segundo os americanos, o governo Trump apoia a entrada do Brasil na OCDE, mas isso somente deverá acontecer em contexto de modernização da entidade, sem dizer exatamente o que isso significa. (Leia no Brasil 247)

No artigo, ele também defende a aproximação com Israel, o que vem desagrado os países árabes em virtude da transferência da embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, o que ameaça bilhões de dólares em exportações, principalmente as ligadas ao setor do agronegócio. Dentre as justificativas usadas pelo chanceler está o que ele chama de "importantíssimo aspecto simbólico de reconexão do Brasil com lugares que são considerados por 90% dos brasileiros o berço sagrado de sua fé".

No texto, Araújo também defendeu a extinção da participação popular, por meio dos colegiados, na formulação das políticas públicas ao afirmar que "defendemos os valores do povo brasileiro e sua soberania, contra o uso indevido dos foros de Direitos Humanos para a promoção de instrumentos contrários à família, ou dos foros de Meio Ambiente para justificar o protecionismo contra a agricultura brasileira".

Leia a íntegra do artigo.

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