Chefe das Forças Armadas reitera: Brasil está à deriva

Para o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, o Brasil segue à deriva; considerado como voz moderada entre os radicalismos da crise, na qual volta e meia grupelhos clamam por intervenção militar, Villas Bôas diz que "o Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas" e reitera que a Constituição deve prevalecer; o general,no entanto, evitou comentar as acusações de corrupção da PGR a Michel Temer

Brasília - O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, participa de audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para debater a situação dos projetos estratégicos das Forças Armadas
Brasília - O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Boas, participa de audiência na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional para debater a situação dos projetos estratégicos das Forças Armadas (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Comandante do Exército brasileiros, o general Eduardo Villas Bôas afirma que a saída para a crise do país "está nas mãos dos cidadãos brasileiros", que poderão, "nas eleições de 2018, sinalizar o rumo a ser seguido".

Voz moderada em meio à cacofonia histérica de extremos ideológicos que marca a crise, na qual volta e meia grupelhos clamam por intervenção militar, Villas Bôas diz que "o Brasil e suas instituições evoluíram e desenvolveram um sistema de pesos e contrapesos que dispensa a tutela por parte das Forças Armadas" e reitera que a Constituição deve prevalecer: "Todos devem tê-la como farol a ser seguido".

Questionado sobre o fato de Michel Temer ser o primeiro ocupante da Presidência acusado de corrupção durante o mandato, Villas Bôas evitou se pronunciar.

"Tenho afirmado que, além da crise política, vivemos um momento em que faltam fundamentos éticos e no qual o 'politicamente correto', por vezes mal interpretado, prejudica nossa evolução. Falta-nos uma identidade e um projeto estratégico de país. País com letra maiúscula. Por isso, costumo dizer que estamos à deriva.

No entanto, considero essa crise uma oportunidade, que poderá auxiliar a nação a se sanear, sem influências ideológicas ou políticas."

As informações são de reportagem de Fabio Victor na Folha de S.Paulo

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