Ciro Gomes tenta acordo com Centrão, DEM, PSB, PP e PCdoB

Entre sinais contraditórios de simpatia, juras de amor e hostilidades, Ciro Gomes aciona o irmão Cid e parte com voracidade retórica para cima dos partidos de todos os credos e crenças; Ciro quer o Centrão, o DEM, o PP, o PSB, o PCdoB e mais quem quiser apoiá-lo; a rigor, só dispensa o MDB, para marcar distância de Temer; o problema é o verbo solto de Ciro, que ora afasta um, ora afasta outros, gerando uma série de idas e vindas e desmentidos na agenda do presidenciável

30/03/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - entrevista com Ciro Gomes. Foto: Guilherme Santos/Sul21
30/03/2016 - PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - entrevista com Ciro Gomes. Foto: Guilherme Santos/Sul21 (Foto: Gustavo Conde)

247 – Entre sinais contraditórios de simpatia, juras de amor e hostilidades, Ciro Gomes aciona o irmão Cid e parte com voracidade retórica para cima dos partidos de todos os credos e crenças. Ciro quer o Centrão, o DEM, o PP, o PSB, o PCdoB e mais quem quiser apoiá-lo. A rigor, só dispensa o MDB, para marcar distância de Temer. O problema é o verbo solto de Ciro, que ora afasta um, ora afasta outros, gerando uma série de idas e vindas e desmentidos na agenda do presidenciável.

As conversas com o Centrão, por exemplo, foram paralisadas depois que Ciro disse que antes de fechar com o Centrão, precisa acertar a aliança com PSB e PC do B “para garantir a hegemonia moral e intelectual” da chapa. 

De outro lado, as aproximações com o DEM vão sendo costuradas e desmentidas ao mesmo tempo, dado o interesse de Ciro em não melindrar a parcela mais à esquerda de seu eleitorado. Enquanto Ciro solta o verbo e atira para muitos lados, Cid coloca panos quentes e telefona para ACM Neto, restaurando a ideia de que uma das alianças mais estratégicas para a candidatura é exatamente a aliança com o DEM.

“A indefinição do cenário eleitoral materializada na estagnação dos pré-candidatos na pesquisa Datafolha de domingo (10) fez o DEM ampliar seu leque de possibilidades e procurar o PDT para conversar sobre uma possível aliança entre os dois partidos, que figuram em diferentes campos políticos. Segundo um integrante da cúpula do DEM, a aproximação entre as duas siglas já está se dando nos bastidores, com trocas de sinais de simpatia. Na semana passada, o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, disse que o único partido com o qual descarta aliança é o MDB do presidente Michel Temer.

(...)

Desde a semana passada, Ciro intensificou conversas com as siglas de esquerda. A ofensiva tem como objetivo blindá-las do assédio do PT, que iniciou uma disputa com o PDT pelo apoio de ambas. Apesar do esforço, as duas já sinalizaram que só anunciarão aliança no final de julho, quando o quadro eleitoral se tornar mais previsível. O DEM ainda mantém a pré-candidatura de Maia. Além de isso dar conforto para que os integrantes da legenda não tenham que assumir uma aliança agora, há o entendimento interno de que Maia, com seus de 1% a 2% de intenções de votos, não está muito diferente dos demais candidatos de centro, como Geraldo Alckmin (PSDB), que oscila entre 6% e 7%.

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