Classificar o Hezbullah de terrorista não traz ganhos para o Brasil, diz jornalista

Para o jornalista Igor Gielow, a pretensão de Jair Bolsonaro em declarar o grupo libanês Hezbullah como uma entidade terrorista é um risco e “não traz ganho nenhum ao Brasil além da comprovação de uma fidelidade canina que Bolsonaro e seu chanceler têm dedicado a tudo o que for norte-americano”

(Foto: Reuters)

247 - Para o jornalista Igor Gielow, a pretensão de Jair Bolsonaro em declarar o grupo libanês Hezbullah como uma entidade terrorista é um risco e “não traz ganho nenhum ao Brasil além da comprovação de uma fidelidade canina que Bolsonaro e seu chanceler têm dedicado a tudo o que for norte-americano”. 

“Quem conhece bem os passos do Hezbullah, o serviço secreto israelense, não identifica riscos de atividade do grupo no Brasil. Isso mesmo sabendo do histórico de presença de membros da agremiação, famosa por esconder na chamada Tríplice Fronteira brasileira-argentina-paraguaia integrantes que precisam desaparecer de circulação”, ressalta Gielow em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo.

“Não é casual que diplomatas e militares estejam de orelha em pé com o plano. Politicamente, serve apenas aos EUA de Trump, a quem até aqui o Itamaraty havia estabelecido resistência em temas como a condenação do Irã na crise nuclear que se desenrola”, avalia.

“Do ponto de vista de segurança, abre potencial frente numa área em que o Brasil é especialmente sensível, suas fronteiras”, acrescenta o jornalista. “Se num dia admite a penúria de recursos de suas Forças Armadas, Bolsonaro devia pensar duas vezes antes de falar grosso contra inimigos imaginários por procuração de Washington”, completa. 

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