Cleto delata R$ 7,3 mi em propina de dez empresas

Ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto disse em delação premiada que recebeu um total de R$ 7,3 milhões em propina de dez empresas, em troca da liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para essas empresas; Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, ficaria com pelo menos R$ 90 milhões do esquema; ele afirmou ainda que Cunha controlava a contabilidade da corrupção: "Depois de aprovada uma operação, em que fora solicitado apoio ao depoente, Eduardo Cunha avisava se havia o pagamento de propina e, em caso positivo, quanto havia sido cobrado da empresa"

Ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto disse em delação premiada que recebeu um total de R$ 7,3 milhões em propina de dez empresas, em troca da liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para essas empresas; Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, ficaria com pelo menos R$ 90 milhões do esquema; ele afirmou ainda que Cunha controlava a contabilidade da corrupção: "Depois de aprovada uma operação, em que fora solicitado apoio ao depoente, Eduardo Cunha avisava se havia o pagamento de propina e, em caso positivo, quanto havia sido cobrado da empresa"
Ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto disse em delação premiada que recebeu um total de R$ 7,3 milhões em propina de dez empresas, em troca da liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para essas empresas; Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, ficaria com pelo menos R$ 90 milhões do esquema; ele afirmou ainda que Cunha controlava a contabilidade da corrupção: "Depois de aprovada uma operação, em que fora solicitado apoio ao depoente, Eduardo Cunha avisava se havia o pagamento de propina e, em caso positivo, quanto havia sido cobrado da empresa" (Foto: Roberta Namour)

247 - O ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto disse em delação premiada que recebeu um total de R$ 7,3 milhões em propina de dez empresas, em troca da liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) para essas empresas.

Segundo reportagem de Aguirre Talento, ele contou que ficava com 8% da propina acordada, mas repassava metade a um sócio. Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, ficaria com pelo menos R$ 90 milhões do esquema.

Cleto apontou o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro como intermediário dos repasses a Cunha. Funaro foi preso na última sexta (1º) na Operação Sépsis.

As dez empresas listadas são: Porto Maravilha (consórcio formado por Carioca Engenharia, OAS e Odebrecht), Haztec, Aquapolo (formada por Odebrecht e Sabesp), OAS, BR Vias (de Henrique Constantino, dono da Gol), Saneatins (controlada pela Odebrecht Ambiental), LLX (de Eike Batista), Eldorado Celulose (parte do grupo da JBS), Brado Logísticas (tem como acionistas os grupos ALL, BRZ, Deminvest e Dimitrios Markakis) e "Linhas Amarelas do Metrô", do Rio de Janeiro.

Juntas, elas captaram mais de R$ 6,5 bilhões do FGTS.

Cleto afirmou ainda que Cunha controlava a contabilidade da corrupção. "Depois de aprovada uma operação, em que fora solicitado apoio ao depoente, Eduardo Cunha avisava se havia o pagamento de propina e, em caso positivo, quanto havia sido cobrado da empresa", contou. Ele nega - leia aqui.

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