Com 12 delações, Lava Jato já arrecadou R$ 450 mi

Investigação tem colaboração recorde para casos brasileiros; depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef são tidos como fundamentais para o avanço da apuração; cinco nomes, dos 12 acordos firmados até a semana passada, estão sob sigilo; além disso, empresas do grupo Toyo Setal firmam acordo de leniência com o Ministério Público, pelos quais prometem colaborar em troca de não receberem punições; força-tarefa conseguiu identificar desvios de R$ 286 milhões na estatal; Costa delatou 28 políticos supostamente beneficiados; arrecadação com multas é de R$ 450 milhões até agora

Investigação tem colaboração recorde para casos brasileiros; depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef são tidos como fundamentais para o avanço da apuração; cinco nomes, dos 12 acordos firmados até a semana passada, estão sob sigilo; além disso, empresas do grupo Toyo Setal firmam acordo de leniência com o Ministério Público, pelos quais prometem colaborar em troca de não receberem punições; força-tarefa conseguiu identificar desvios de R$ 286 milhões na estatal; Costa delatou 28 políticos supostamente beneficiados; arrecadação com multas é de R$ 450 milhões até agora
Investigação tem colaboração recorde para casos brasileiros; depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef são tidos como fundamentais para o avanço da apuração; cinco nomes, dos 12 acordos firmados até a semana passada, estão sob sigilo; além disso, empresas do grupo Toyo Setal firmam acordo de leniência com o Ministério Público, pelos quais prometem colaborar em troca de não receberem punições; força-tarefa conseguiu identificar desvios de R$ 286 milhões na estatal; Costa delatou 28 políticos supostamente beneficiados; arrecadação com multas é de R$ 450 milhões até agora (Foto: Gisele Federicce)
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247 – A Operação Lava Jato tem batido recordes em termos de valores e de colaborações de envolvidos à Justiça, o que contribui de forma bastante significativa para o seu avanço. Até a semana passada, a Justiça Federal tinha acertado o acordo de 12 delações premiadas, pelos quais envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras contribuem sobre o esquema em troca de uma pena mais branda.

Dos 12 colaboradores, cinco têm os nomes mantidos sob sigilo, conforme reportagem do jornal O Globo deste domingo 21. As delações do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef são tidas como fundamentais para o avanço do caso. Os demais são: os empresários Júlio Camargo e Augusto Mendonça, da Toyo Setal; Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras; Carlos Alberto Parreira da Costa, gestor de empresas de Youssef; e Luccas Passe Júnior, assistente da doleira Nelma Kodama.

Além disso, as empresas do Grupo Toyo Setal, seis ao todo, firmaram acordo de leniência com o Ministério Público Federal, pelo qual se comprometem a colaborar com informações em troca de não ser alvo de punições, como a proibição de participar de licitações públicas. O acordo prevê o pagamento de uma multa de R$ 15 milhões (leia mais).

As colaborações têm contribuído para o avanço rápido da investigação, sob coordenação do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. A força-tarefa da Lava Jato conseguiu identificar desvios de R$ 286 milhões na Petrobras. Costa delatou 28 políticos supostamente beneficiados no esquema. E a arrecadação com multas, até o momento, é de R$ 450 milhões, recursos que serão usados para construir presídios, conforme decisão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

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