Com Amazônia em chamas, CNA diz que mantém alinhamento com política ambiental de Bolsonaro

Para Gedeão Pereira, diretor de Relações Internacionais da CNA, que representa os interesses do agronegócio e apoiou o golpe parlamentar de 2016, a reação internacional aos incêndios que devastam a Amazônia é "uma crise momentânea desencadeada por interesses políticos". Segundo ele, a "polêmica" em torno da Amazônia é uma afronta à soberania do País e que o setor do agronegócio continua “alinhado” à politica ambiental do governo Jair Bolsonaro

247 - Para Gedeão Pereira, diretor de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que representa os interesses do agronegócio e apoiou o golpe parlamentar de 2016, a reação internacional decorrente dos incêndios que devastam a Amazônia é "uma crise momentânea desencadeada por interesses políticos". Segundo ele,  a "polêmica" em torno da Amazônia é uma afronta à soberania do País e que o setor do agronegócio continua “alinhado” à politica ambiental do governo Jair Bolsonaro. 

"As queimadas sempre existiram, principalmente nessa época do ano. Ninguém fala sobre os incêndios na Europa ou na Bolívia", disse Pereira ao jornal O Estado de S. Paulo. "Por que esse cerco ao Brasil? Não é uma reação racional", completou. "Não queira a Europa vir dizer o que o Brasil tem de fazer. Já contamos com uma legislação ambiental muito restritiva e que é respeitada", ressaltou. 

"Esses ataques fervorosos aumentaram após o acordo da União Europeia com o Mercosul. Eles estão tentando contestar o nosso acesso ao mercado deles, que até então era muito protegido", justificou o dirigente da CNA. Ainda segundo ele, o agronegócio brasileiro segue alinhado às políticas ambientais do governo Jair Bolsonaro. 

"Apoiamos integralmente a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o governo Bolsonaro. Confiamos e estamos alinhados com a gestão Bolsonaro porque também estamos sendo vítimas desses ataques políticos", afirmou em referência às informações de que setores do agronegócio estariam incomodados com o incentivo ao desmatamento feito pelo atual governo e que ameaça as exportações do setor. 

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