Com Moro, cresce a cada dia presença da 'república de Curitiba' na PF

Com o juiz Sérgio Moro no ministério da Justiça, a Polícia Federal deve contar, em sua diretoria, com mais nomes oriundos da "República de Curitiba", a força tarefa da Lava Jato do Paraná que foi acusada de usar métodos jurídicos arbitrários para obter delações e estabelecer condenações; o time de Moro deve ser reforçado com Igor Romário de Paula para chefiar a Dicor; Igor é delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado na PF do Paraná, liderando o grupo de trabalho da Operação Lava Jato no estado

Com Moro, cresce a cada dia presença da 'república de Curitiba' na PF
Com Moro, cresce a cada dia presença da 'república de Curitiba' na PF (Foto: ABr | Reprodução)

247  - Cada vez mais próxima de sua formação para o início do governo Bolsonaro, a Polícia Federal (PF) deve contar, em sua diretoria, com mais nomes oriundos da "república de Curitiba" - grupo da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba. A PF é subordinada ao Ministério da Justiça, que ficará a cargo de Sergio Moro. As informações são do portal UOL.  

O time de Maurício Valeixo, escolhido pelo ex-juiz para ser diretor-geral da PF, ainda não está confirmado. Mas deve ser reforçado com Igor Romário de Paula para chefiar a Dicor (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado), o braço mais operacional do órgão. Igor é delegado regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado na PF do Paraná, liderando o grupo de trabalho da Operação Lava Jato no estado.

O ex-juiz Moro deu liberdade para Valeixo montar sua equipe. O futuro diretor do órgão não bateu o martelo em relação a Igor. Há outros sondados para o cargo, mas o sentimento na corporação é que o delegado do sul ficará no posto.

Igor é um dos mais atuantes do grupo da Lava Jato. Em janeiro de 2017, ele criticava o fato de a Polícia Federal do Paraná, sempre parceira do Ministério Público nos acordos de delação premiada, ter ficado de fora das negociações quando foi fechado o pacto com a Odebrecht. "É bem provável que haja a necessidade de um recall no caso da Odebrecht", previu. Dos 89 inquéritos abertos no STF (Supremo Tribunal Federal) a partir da colaboração de executivos da empreiteira, 22 foram arquivados até este mês, quase dois anos depois.
 
Uma portaria baixada pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, limitou a nomeação de diretores da polícia a servidores com mais experiência em cargos de direção. Mas, ainda assim, não haveria problema. "Basta o ministro atualizar a portaria, pode ser o atual ou o futuro ministro", esclareceu um ex-policial ligado à gestão da PF.

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