Com reservatórios em baixa, Dilma convoca reunião de emergência

Presidente, que "acha ridículo dizer que o Brasil corre risco de racionamento de energia", acerta com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, encontro com dirigentes de órgãos do setor para discutir nível em até 62% abaixo do registrado no ano passado, especialmente no Nordeste 

Com reservatórios em baixa, Dilma convoca reunião de emergência
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247 – Dias depois de ironizar a existência de uma crise energética, o governo convocou uma reunião de emergência para esta semana sobre os baixos níveis dos reservatórios.

No dia 27 de dezembro, a presidente Dilma disse achar "ridículo dizer que o Brasil corre risco de racionamento de energia". Mas com níveis dos reservatórios em até 62% abaixo dos registrados no ano passado e com a onda de intenso calor, sobretudo no Sudeste, o discurso mudou de tom.

Em férias no Nordeste, Dilma acertou com o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, um encontro com dirigentes de órgãos do setor.

Na quarta-feira, os integrantes do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) estarão presentes com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a ANP (agência de petróleo), a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

No ano passado, uma queda de braço de Dilma com empresas de energia elétrica mantidas por governos tucanos para a redução na conta de luz virou uma arma eleitoral para 2014.

Para garantir o corte prometido de 20% nas tarifas, a presidente sinalizou que irá usar recursos do Tesouro Nacional e atacou “insensibilidade” dos adversários.

Do outro lado, Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à presidência, disse que Dilma “não tem moral” para falar em insensibilidade, uma vez que o PT, nos últimos dois mandatos e meio na presidência, nada teria feito para baratear a conta de luz. José Aníbal, secretário de energia de São Paulo, bateu mais duro, dizendo que Dilma, com sua medida, tenta “desviar a atenção do Pibinho e do caso Rosemary”.

Em editorial, o Estadão criticou a meta imposta às empresas dizendo que burocratiza ainda mais as decisões, impõe-lhes custos adicionais e, assim, tende a tolher os investimentos.

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