Com verbas reduzidas, IBGE vai cortar perguntas e diminuir o Censo 2020

O IBGE, que vem sendo alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro, que não concorda com os fracos indicadores do desempenho de seu governo, vai reduzir o questionário do Censo 2020 visando reduzir 25% das despesas com a operação; Censo 2020 está orçado em cerca de R$ 3,4 bilhões; redução no custo, e consequentemente no tamanho do censo, foi discutida em uma reunião entre a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, e o ministro da Economia, Paulo Guedes

Com verbas reduzidas, IBGE vai cortar perguntas e diminuir o Censo 2020
Com verbas reduzidas, IBGE vai cortar perguntas e diminuir o Censo 2020 (Foto: ABr)

247 - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que vem sendo alvo de ataques do presidente Jair Bolsonaro (leia no Brasil 247) que não concorda com os fracos indicadores do desempenho de seu governo, vai reduzir o questionário do Censo 2020 visando reduzir 25% das despesas com a operação. O Censo 2020 está orçado em cerca de R$ 3,4 bilhões.

Por meio de nota, o IBGE informou que "a operação está sendo revista, de modo a ter um custo cerca de 25% menor que a previsão inicial", sendo necessário "ajustar os questionários, de modo que se possa eleger que informações fundamentais devem ser pesquisadas no Censo e quais podem ser obtidas por outras pesquisas amostrais". Segundo o instituto, apesar da redução não haverá perdas das informações referentes ao estudo.

A redução no custo, e consequentemente no tamanho do censo, foi discutida na última sexta-feira (5) em uma reunião entre a presidente do IBGE, Susana Cordeiro Guerra, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em fevereiro, Guedes já havia sugerido que o IBGE vendesse parte de seus imóveis de maneira a viabilizar os recursos necessários ao estudo e que os questionários fossem simplificados, com menos perguntas feitas pelos recenseadores.

A redução da pesquisa, porém, causou indignação entre especialistas, que consideram que a diminuição dos questionários pode trazer prejuízos ao país devido ao volume menor de informações sobre a população que serão tabuladas pelo IBGE.
Além da redução nos questionários, também existe o temor de que o corte afete a contratação dos 250 mil recenseadores, necessários para alcançar os 70 milhões de residências em todo o país espalhadas por mais de 5 mil municípios.

As informações do censo servem de base para que o governo federal defina políticas públicas, como campanhas de vacinação, distribuição de recursos para estados e municípios e construção de escolas, por exemplos.

 

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