Comissão da Verdade quer punição a 100 militares

No relatório final que entregará à presidente Dilma Rousseff em dezembro, a CNV recomendará a responsabilização criminal – e a punição – de cerca de 100 militares que estão vivos e aturaram na violação de direitos humanos durante a ditadura militar; segundo Pedro Dallari, que preside a Comissão, o documento será "impactante" e causará "uma situação muito constrangedora no país"

No relatório final que entregará à presidente Dilma Rousseff em dezembro, a CNV recomendará a responsabilização criminal – e a punição – de cerca de 100 militares que estão vivos e aturaram na violação de direitos humanos durante a ditadura militar; segundo Pedro Dallari, que preside a Comissão, o documento será "impactante" e causará "uma situação muito constrangedora no país"
No relatório final que entregará à presidente Dilma Rousseff em dezembro, a CNV recomendará a responsabilização criminal – e a punição – de cerca de 100 militares que estão vivos e aturaram na violação de direitos humanos durante a ditadura militar; segundo Pedro Dallari, que preside a Comissão, o documento será "impactante" e causará "uma situação muito constrangedora no país" (Foto: Gisele Federicce)

247 – A Comissão Nacional da Verdade (CNV) entregará à presidente Dilma Rousseff um relatório em que pedirá a responsabilidade criminal e a punição de aproximadamente 100 militares que ainda estão vivos e participaram da violação de direitos humanos na época da ditadura militar.

"Vamos indicar a necessidade da responsabilização. Como isto vai ser feito, se vai ser feito afastando-se a aplicação da Lei de Anistia, reinterpretando a lei, modificando a lei, isto é algo que caberá ao Ministério Público, ao Poder Judiciário e ao Legislativo", afirmou o presidente da comissão, Pedro Dallari, em entrevista ao portal Uol.

Segundo ele, o relatório será "impactante" e provocará "uma situação muito constrangedora no País". "A sociedade vai se virar para as Forças Armadas, para a presidente, para o governo, esperando uma atitude. E o que é pior, como esses atuais comandantes [das Forças Armadas] vão deixar seus postos, eles deixarão uma bomba armada para seus sucessores, que terão que lidar então com esse quadro muito difícil de administração", afirmou.

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