Como Trump, Bolsonaro começa governo pelas redes sociais

Jair Bolsonaro avisou num tweet que seus ministros serão anunciados a partir de agora pelo twitter; ele ensaia um governo ao estilo Trump, que concentra a comunicação e as relações de seu governo nas teclas de seu celular e twitter; o primeiro a ser anunciado desta forma foi o coronel-astronauta Marcos Pontes, que será o ministro da Ciência e Tecnologia; ele disse que não terá ministro "condenados por corrupção", mas um deles é réu confesso e outro está enrascado com o Ministério Público.

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247 - Jair Bolsonaro avisou num tweet no começo da tarde desta quarta-feira (31) que seus ministros serão anunciados todos, a partir de agora, pelo twitter ou, como escreveu, "em minhas redes". Ele ensaia um governo ao estilo Donald Trump, de quem é admirador confesso, que concentra a comunicação e as relações de seu governo nas teclas de seu celular e twitter. O primeiro a ser anunciado desta forma foi o coronel-astronauta Marcos Pontes, que será o ministro da Ciência e Tecnologia. Ele disse que não terá ministro "condenados por corrupção", mas um deles é réu confesso e outro está enrascado com o Ministério Público.

Além dele,  já foram anunciados o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil; Paulo Guedes, para o futuro Ministério da Economia; e o general Augusto Heleno, para o Ministério da Defesa -estes não pelas redes sociais.

No tweet, Bolsonaro afirmou que "Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos", mantendo o tom da campanha.

Dos quatro indicados até agora, dois não foram condenados mas um deles é réu confesso e outro está enrascado em investigações da PF:

Onyx Lorenzoni, responsável pela articulação política do futuro do governo, confessou ter recebido R$ 100 mil da JBS não declarados em sua campanha das eleições de 2014 (aqui).

Paulo Guedes, anunciado como futuro superministro da Economia, é alvo de duas investigações do Ministério Público Federal. A primeira é a suspeita de que Guedes tenha obtido "benefícios econômicos" por meio de "crimes de gestão temerária ou fraudulenta" referentes a investimentos de fundos de pensão que teriam rendido um faturamento de R$ 152,9 milhões a uma de suas empresas entre 2009 e 2014; a anterior foi por conta da recente revelação de que suas empresas teriam participado do esquema ilegal de financiamento da campanha de Bolsonaro nas redes sociais (leia aqui).

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