Confronto entre facções põe Rio e SP em alerta

A guerra declarada entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) preocupa as autoridades em São Paulo e no Rio, berços desses grupos, respectivamente; a atenção sobre os líderes dentro das cadeias foi redobrada, para evitar represálias pelo País; a guerra entre o PCC e o CV se intensificou em junho, depois do assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos, atribuído a integrantes do PCC

A guerra declarada entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) preocupa as autoridades em São Paulo e no Rio, berços desses grupos, respectivamente; a atenção sobre os líderes dentro das cadeias foi redobrada, para evitar represálias pelo País; a guerra entre o PCC e o CV se intensificou em junho, depois do assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos, atribuído a integrantes do PCC
A guerra declarada entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) preocupa as autoridades em São Paulo e no Rio, berços desses grupos, respectivamente; a atenção sobre os líderes dentro das cadeias foi redobrada, para evitar represálias pelo País; a guerra entre o PCC e o CV se intensificou em junho, depois do assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos, atribuído a integrantes do PCC (Foto: Giuliana Miranda)

247 - A guerra declarada entre as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) preocupa as autoridades em São Paulo e no Rio, berços desses grupos, respectivamente. A atenção sobre os líderes dentro das cadeias foi redobrada, para evitar represálias pelo País.

As informações são do Estado de S.Paulo.

"A guerra entre o PCC e o CV se intensificou em junho, depois do assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos. O “rei do tráfico” sofreu uma emboscada na fronteira com o Paraguai e o atentado é atribuído a integrantes do PCC. Segundo investigações do Ministério Público Estadual (MPE), o PCC então não dividiu o domínio do tráfico, o que motivou o racha com o CV.

Na sequência, chegaram a 18 os presos mortos em rebeliões em presídios de Boa Vista (Roraima) e Porto Velho (Rondônia), em outubro. Depois, o sistema prisional do Rio teve de transferir integrantes do PCC para presídios ocupados por inimigos do CV. Em São Paulo, o Primeiro Comando chegou a fazer um levantamento de quantos presos de facções de outros Estados estão no sistema para uma eventual represália.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, investigações detectaram que o PCC está em todos os Estados, mas enfrenta forte resistência no Norte e no Nordeste. A FDN decidiu acabar com o PCC no Amazonas. Mas não se sabe como o PCC reagirá. “A situação se agrava quando o poder público tem de equacionar facções criminosas rivais em um espaço pequeno e muito limitado. É uma tragédia anunciada”, afirma a desembargadora Ivana David, juíza corregedora por dez anos e especialista em crime organizado.

Segundo Gakiya, há uma forte preocupação em isolar a cúpula da organização criminosa paulista, que está, desde o mês passado, no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), na penitenciária de Presidente Bernardes. Nesta terça-feira, 3, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) procurou minimizar a questão. 'Não tem nenhuma relação, aqui não teve problema nenhum', disse. ´O que importa é ter prevenção, inteligência, isolar líderes. A lógica do RDD é romper o fluxo de dinheiro. À medida que você isola, tira a comunicação.'"

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