Conselho Mundial de Igrejas alerta para radicalismo cristão no Brasil legitimado por Bolsonaro

Conselho Mundial de Igrejas denunciou o atual cenário religioso no Brasil ao afirmar que certos grupos religiosos têm utilizado o radicalismo cristão para legitimar medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e propagar “discriminação, violação aos direitos humanos e mesmo a proteção do planeta

(Brasília - DF, 04/08/2019) Culto Especial de Celebrac?a?o de 25 anos da Igreja Fonte da Vida. \rFoto: Alan Santos/PR
(Brasília - DF, 04/08/2019) Culto Especial de Celebrac?a?o de 25 anos da Igreja Fonte da Vida. \rFoto: Alan Santos/PR

Revista Fórum - Em reunião na Suíça, em Genebra, igrejas nacionais se uniram ao Conselho Mundial de Igrejas para denunciar o cenário religioso no Brasil. Segundo mostrou o blog Jamil Chade em texto desta quinta-feira (29), igrejas avaliaram que certos grupos religiosos têm utilizado o radicalismo cristão para legitimar medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e propagar “discriminação, violação aos direitos humanos e mesmo a proteção do planeta”.

Durante o encontro, a organização ecumênica mundial avaliou que a situação de direitos humanos no Brasil “voltou a ser problemática”, principalmente quando há “uma utilização da religião para legitimar a retirada de direitos”, relatou o blog. Ainda, parte das igrejas brasileiras constataram que, sozinhas, não terão a capacidade de se organizar para fazer frente às tendências políticas atuais. Portanto, pedem a ajuda das igrejas de todo o mundo.

O Conselho Mundial de Igrejas já atuou no Brasil em luta contra a ditadura militar nos anos 70, bancando grupos religiosos para fazer resistência ao regime. O grupo financiou os trabalhos da coleta de dados de vítimas e torturadores, que acabaria sendo conhecida como “Brasil: Nunca Mais”.

Leia a íntegra na Revista Fórum

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