Construção cai 30% desde o golpe e recuperação só virá depois de Bolsonaro

Em queda há quatro anos e meio, desde que as elites brasileiras iniciaram o boicote à economia e aprofundaram a recessão no governo Dilma Rousseff, no segundo semestre de 2014, a atividade da construção civil só deve voltar em 2025 ao nível do início de 2014; a estimativa é da consultoria TCP Latam

Construção cai 30% desde o golpe e recuperação só virá depois de Bolsonaro
Construção cai 30% desde o golpe e recuperação só virá depois de Bolsonaro

247 - Em queda há quatro anos e meio, desde que as elites brasileiras iniciaram o boicote à economia e aprofundaram a recessão no governo Dilma Rousseff, no segundo semestre de 2014, a atividade da construção civil só deve voltar em 2025 ao nível do início de 2014. É a estimativa da consultoria TCP Latam recolhida pela jornalista Ana Conceição, do Valor Econômico.

Na mais recente divulgação das Contas Nacionais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a construção foi o único componente do Produto Interno Bruto (PIB) a registrar queda sobre o mesmo período em 2017, o que demonstra a dificuldade de recuperação do setor. Na visão da consultoria, segundo Conceição, "o segmento deve continuar a exibir números negativos em 2019".

Nas projeções da TCP Latam, o PIB da construção deve cair 2,4% neste ano, com nova diminuição em torno de 1% em 2019. Confirmadas essas estimativas, seriam seis anos negativos na atividade do setor. Em 2014 houve queda de 2,1%, seguido por -9% em 2015; -10% em 2016 e -7,5% em 2017. Para o PIB geral, a consultoria projeta alta de 1,3% neste ano, de 3,1% em 2019 e de 3,8% em 2020.

O cálculo de recuperação das perdas apenas em 2025 feito pela consultoria é baseado em parte na experiência da Espanha, afirma Ricardo Jacomassi, sócio da TCP Latam e responsável pela coordenação de seus estudos econômicos. O PIB da construção espanhola recuou 45% num período de seis anos, entre 2008 e 2013. No Brasil, o recuo acumulado é de 30% até agora.

"A construção é o setor que tem as condições mais adversas para engatar uma recuperação devido à dificuldade das empresas em obter crédito, à fraca demanda por novos empreendimentos imobiliários, às restrições fiscais dos governos federal e estaduais, e ao elevado endividamento bancário das empresas", afirma o economista, ouvido pela jornalista Ana Conceição.

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