Continência de Bolsonaro aos EUA é gesto de síndico de republiqueta

O jornalista Mário Magalhães destaca que a continência prestada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ao assessor de segurança nacional de Segurança dos Estados Unidos, John Bolton, seria considerada uma transgressão pelas normas militares caso ele ainda estivesse no Exército; "Mas o capitão reformado é cidadão civil, deputado federal há sete mandatos; não tem obrigação de obedecer aos dispositivos castrenses. Seu ato foi mesmo o que pareceu: mais um retrato para o álbum de imagens picarescas de submissão diplomática na história do Brasil", destaca 

Continência de Bolsonaro aos EUA é gesto de síndico de republiqueta
Continência de Bolsonaro aos EUA é gesto de síndico de republiqueta (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O jornalista Mário Magalhães destaca que a continência prestada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) ao assessor de segurança nacional de Segurança dos Estados Unidos, John Bolton, seria considerada uma transgressão pelas normas militares caso ele ainda estivesse no Exército. "Mas o capitão reformado é cidadão civil, deputado federal há sete mandatos; não tem obrigação de obedecer aos dispositivos castrenses. Seu ato foi mesmo o que pareceu: mais um retrato para o álbum de imagens picarescas de submissão diplomática na história do Brasil", destaca Magalhães no The Intercept Brasil.

Magalhães destaca que "ao se deparar com a continência de Bolsonaro, o enviado norte-americano resguardou o protocolo: negou-se a reproduzir o disparate e estendeu a mão direita para o cumprimento cerimonial". "A fanfarronice da continência careceria de significado maior se não expressasse a subordinação – e não alinhamento sóbrio – com que o governo vindouro acena para a Casa Branca. Dois dias antes do encontro do futuro presidente com Bolton, o deputado federal Eduardo Bolsonaro perambulou por Washington. O chanceler ad hoc desfilou com um boné de propaganda da candidatura de Trump à reeleição", observa Magalhães.

"Servilismo na relação com a Casa Branca é comportamento reincidente. "O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil", proclamou em 1964 Juracy Magalhães, primeiro embaixador da ditadura em Washington", relembra.

Leia a íntegra no The Intercept Brasil.

 

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