Contra escolha democrática, Bolsonaro quer indicar reitores de universidades

Equipe que coordena a elaboração do plano de governo do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) quer mudar o critério de escolha dos reitores das universidades federais; ideia é identificar os possíveis candidatos ao cargo e a partir daí optar por nomes com experiência em "gestão", evitando o que chamam de "aparelhamento" das instituições pela esquerda; atualmente, a escolha dos reitores é feita de uma forma democraticamente aceita, por meio de um nome escolhido através de uma lista tríplice; universidades prometem resistir à proposta

Contra escolha democrática, Bolsonaro quer indicar reitores de universidades
Contra escolha democrática, Bolsonaro quer indicar reitores de universidades (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 - A equipe que coordena a elaboração do plano de governo do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) quer mudar o critério de escolha dos reitores das universidades federais. Nesta linha, a ideia é traçar um perfil para identificar os possíveis candidatos ao cargo e a partir daí opte nomes com experiência em "gestão" e "administração", sem vínculos com o que considera "partidos de esquerda", evitando o que chamam de "aparelhamento" das instituições. Atualmente, a escolha dos reitores é feita de uma forma democraticamente aceita, por meio de um nome escolhido através de uma lista tríplice .

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o plano e governo de Bolsonaro prevê um "enfrentamento" sobre o assunto no Congresso Nacional e a necessidade de uma campanha para convencer a opinião pública, em um momento seguinte, as alterações para a escolha dos reitores. Para o presidente do Sindicato dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes), Antonio Gonçalves Filho, diz que as instituições devem resistir à proposta. "Espero que não seja essa a proposta, mas desconfio que esses interventores sejam indicados para calar a universidade, que é o ambiente da crítica", disse.

O presidente da Andifes, Reinaldo Centoducatte, ressalta que "embora a regra atual já permita que o Ministério da Educação não escolha o primeiro colocado na lista, a pasta geralmente respeita a decisão da universidade".

 

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