Costa desmente agenda reservada de Lula com diretores da Petrobras

Defesa do ex-presidente Lula relata que o delator da Lava Jato Paulo Roberto Costa confirmou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que "jamais teve qualquer proximidade com Lula", nem nunca se encontrou com ele; o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras também "corrigiu, espontaneamente, informações sobre as agendas dos diretores da Petrobras com referência à participação do ex-presidente, que foram divulgadas pela imprensa, a partir de manifestação do Ministério Público", afirmou ainda o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins

Defesa do ex-presidente Lula relata que o delator da Lava Jato Paulo Roberto Costa confirmou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que "jamais teve qualquer proximidade com Lula", nem nunca se encontrou com ele; o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras também "corrigiu, espontaneamente, informações sobre as agendas dos diretores da Petrobras com referência à participação do ex-presidente, que foram divulgadas pela imprensa, a partir de manifestação do Ministério Público", afirmou ainda o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins
Defesa do ex-presidente Lula relata que o delator da Lava Jato Paulo Roberto Costa confirmou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que "jamais teve qualquer proximidade com Lula", nem nunca se encontrou com ele; o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras também "corrigiu, espontaneamente, informações sobre as agendas dos diretores da Petrobras com referência à participação do ex-presidente, que foram divulgadas pela imprensa, a partir de manifestação do Ministério Público", afirmou ainda o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins (Foto: Gisele Federicce)

247 - A defesa do ex-presidente Lula relata que o delator da Lava Jato Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. confirmou, em depoimento ao juiz Sergio Moro, que "jamais teve qualquer proximidade com Lula", nem nunca se encontrou com ele. 

"Já Pedro José Barusco, ex-gerente executivo de Serviços da Petrobras, revelou que a planilha que figura como base de sua delação e que na audiência de hoje serviu de guia para as perguntas do MPF é um documento que montou durante a negociação de sua delação", disse o advogado Cristiano Zanin Martins.

Leia a íntegra da nota sobre os depoimentos:

Nota

Depois de confirmar, a pedido da defesa, que jamais teve qualquer proximidade com Lula, o delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, corrigiu, espontaneamente, informações sobre as agendas dos diretores da Petrobras com referência à participação do ex-Presidente, que foram divulgadas pela imprensa, a partir de manifestação do Ministério Público.

Houve, segundo Costa, uma compreensão errada da questão. Ele afirmou não ter tido nenhum encontro reservado com Lula, até porque, reconheceu, não tinha "intimidade" com o ex-Presidente. Todos os encontros, reforçou, diziam respeito a atividades institucionais da companhia, eventos e cerimônias no Brasil e no exterior nos quais era natural a participação do Presidente da República.

Os documentos apresentados pelos procuradores - e divulgados pela mídia - não contradizem, portanto, o depoimento de Lula, ocorrido em 10/5 quando afirmou que "não tem reunião específica com diretor da Petrobras", além das duas situações que mencionou.

Já Pedro José Barusco, ex-gerente executivo de Serviços da Petrobras, revelou que a planilha que figura como base de sua delação e que na audiência de hoje serviu de guia para as perguntas do MPF é um documento que montou durante a negociação de sua delação.

Reconheceu que não se recorda de todos os atos descritos na planilha e não pode garantir que todos tenham ocorrido, identificando a fragilidade da narrativa do MPF. Barusco disse também não saber precisar se houve pagamento de vantagens indevidas em todos os contratos firmados com a Petrobras e que não havia uma regra de pagamento.

Ele admitiu que, embora tenha recebido vantagens indevidas antes de 2003, a Lava Jato delimitou sua delação somente a partir daquele ano.

Lamenta-se que o Juízo da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba mais uma vez tenha impedido, de forma autoritária, até mesmo a formulação e o registro de perguntas sobre as negociações e colaborações que estão ocorrendo no exterior com a participação da Petrobras e do Ministério Público.

Cristiano Zanin Martins

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