Cresce no Brasil camada de nem-nem, jovens que não estudam nem trabalham

O número de jovens que não estudam nem trabalham atinge nível recorde com a pandemia. Mergulhado em crise econômica e social, o país não abre perspectivas de emprego e estudo para a juventude

desemprego, jovem, juventude
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247 - A pandemia fez aumentar como nunca a parcela de jovens que não estudam nem trabalham, os chamados nem-nem. 

A população na faixa etária de 20 a 24 anos nessa situação subiu de 28,6% no último trimestre de 2019 para 35,2% no segundo trimestre deste ano, o maior patamar já visto e o maior avanço já registrado, especialmente em um intervalo de apenas seis meses, informa O Globo.

Na faixa entre 25 e 29 anos, a população de nem-nem subiu de 25,5% para 33%. 

O mercado de trabalho se fecha, principalmente para os que estão se formando. Junta-se a crescente desigualdade educacional com a dificuldade dos jovens formados de se inserir no mercado de trabalho. Cresce a informalidade.

O mercado de trabalho expulsou os jovens, e a parcela de nem-nem, aqueles que não estudam nem trabalham, chegou a níveis recordes. A parcela de estudantes não diminuiu, mas o emprego desabou. A proporção de jovens de 25 a 29 anos empregados caiu de 70,5% para 60,9% entre o último trimestre do ano passado e o segundo deste ano.

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